O vacilo
Mesmo que a oposição na Câmara diga que essa é sua pauta mais cara,nem todos apareceram na reunião (aberta) de entrega dos projetos, pelo prefeito Rodrigo Decimo. Mesmo que fosse só um rito processual, alguns vereadores da oposição deixaram de aproveitar a oportunidade de se mostrar e de também “lucrar”. Quem, no entanto, que se diga, esteve presente e marcou presença foi o vereador petista Valdir Oliveira. A vereadora Helen Cabral, do mesmo partido, e ainda que oficialmente conste como presente, o fato é que até tentou chegar, mas quando colocou o pé na sala, o encontro recém havia encerrado.

A contagem
A cada dia, a cada semana, o governo atualiza a contabilidade dos votos (possíveis) para aprovar os projetos da reforma previdenciária. E ao que se sabe, até aqui, é que o cenário não está nada fácil. Uma vez que mesmo os mais governistas sabem que a pressão das galerias lotadas, do Plenário, quando for à votação a matéria, tende a levar muito parlamentar a hesitar em dizer “sim” à aprovação da matéria. Neste sentido, prefeito Rodrigo Decimo e procurador Guilherme Cortez, artífices e necessariamente operadores políticos maiores do governo, têm chamado um a um os vereadores para sensibilizar quanto à necessidade de não “amarelarem”.
E a reposição?
Ao que tudo indica, a reposição salarial dos servidores do Legislativo não deve mesmo sair do papel este ano. É a tendência. Pelos corredores, o que se diz é que o presidente do Legislativo teria escolhido “acompanhar” o prefeito Decimo e não dar a correção – nem mesmo o índice de inflação. Do lado do Executivo, parece cada vez mais claro que os servidores ficarão sem a reposição. A decisão, se mantida por Admar Pozzobom, é algo que certamente em nada ajudará o “ibope” dele no encerramento da sua passagem de um ano pela presidência do Parlamento.
