A Fundação Universitária de Cardiologia, administradora do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, gestora do Hospital Regional de Santa Maria, entrou nesta segunda-feira (20) com um pedido de recuperação judicial. Se for aceito pela Justiça, a instituição poderá negociar um prazo maior para pagar dívidas que somam R$ 343 milhões, segundo o advogado Fernando Castro, da MSC Advogados. Com isso, terá maior garantia de manter os atendimentos, sem prejuízos à população.
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Segundo o escritório de advocacia que atende a fundação, a dívida foi provocada por reflexos da pandemia de Covid-19 e também por defasagem na tabela do SUS e do IPE Saúde. Além de administrar o Instituto de Cardiologia na Capital, a fundação faz a gestão do Hospital Regional de Santa Maria, do Hospital Padre Jeremias, de Cachoeirinha, do Instituto de Cardiologia Hospital Viamão, do Hospital de Alvorada e do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal.
– Não haverá nenhum prejuízo ao atendimento e o Instituto segue com interesse na gestão do Hospital Regional e dos outros hospitais – afirmou o advogado Fernando Castro.
Quanto à demissão de 280 dos mais de 4 mil funcionários, ocorrida na semana passada, Castro afirmou que esses cortes não atingiram o Hospital Regional de Santa Maria - e não há previsão de demissões aqui na cidade, segundo Castro.
Questionado sobre o pedido de recuperação judicial da gestora do Hospital Regional, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) afirmou que já havia conversado, na semana passada, com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, sobre a situação delicada do Instituto de Cardiologia.
– O Hospital Regional de Santa Maria é financiado pelo governo do Estado. Se o Instituto está com dificuldades financeiras em outras cidades, não afeta nada o serviço do Regional, pois eles têm financiamento do governo do Estado. Claro que quando uma empresa tem um problema de recuperação judicial, pode ser que tenha reflexo no futuro. Mas conversei com a Arita na semana passada e ela me disse que não muda nada agora, e que se for preciso, no futuro fará um novo edital e uma nova licitação para escolher outra empresa para administrar o Regional – disse Pozzobom.
A coluna entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, mas até o fechamento desta edição, não havia recebido resposta.