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Associados pelo Brasil: trajetórias que seguem ligadas à APUSM

Buscar novos caminhos, acompanhar a família e viver uma nova rotina são decisões que levam muitos associados da APUSM a construírem suas histórias fora de Santa Maria. Mesmo assim, os vínculos com a cidade permanecem vivos, sustentados por memórias, relações e experiências que atravessam o tempo.

Nesta edição, conhecemos a trajetória de Dalvan José Reinert, 70 anos, que atualmente reside em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Natural de Tijucas (SC), Dalvan chegou a Santa Maria em janeiro de 1975 para prestar vestibular para Agronomia na UFSM. Aprovado, mudou-se para a cidade poucos meses depois, iniciando uma relação que se estenderia por quase cinco décadas. Graduado em 1978, foi convidado a permanecer na Universidade como professor colaborador no Programa de Desenvolvimento das Ciências Agrárias (Prodeca), dando início a uma longa carreira acadêmica.

Ao longo dos anos, construiu uma trajetória sólida na instituição. Realizou mestrado na própria UFSM e doutorado nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, entre 1986 e 1990. Em 1993, tornou-se professor titular e, desde então, atuou na formação de estudantes de Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia, além de participar de diversos projetos de ensino, pesquisa e extensão. Também teve forte atuação administrativa, exercendo funções como chefe de departamento, diretor de centro e vice-reitor.

Foi em Santa Maria que Dalvan também construiu sua vida pessoal, formando sua família. Seus dois filhos são naturais da cidade, e tanto a esposa quanto a filha também se graduaram pela UFSM.

A mudança para Santa Catarina veio com a aposentadoria, em setembro de 2024, encerrando um ciclo de quase meio século na Universidade. Segundo ele, o processo foi planejado com antecedência, o que tornou a transição mais tranquila. “Tudo foi muito amadurecido e, quando chegou o momento, já estava tudo organizado. Isso suavizou bastante a mudança”, relata. Ainda assim, reconhece que deixar para trás amizades construídas ao longo de décadas não é simples. “Os amigos ficam, e isso é o mais difícil de desapegar. Na verdade, nunca se desapega.”

Ao comparar a vida em Santa Maria com a nova rotina, Dalvan destaca as diferenças de ritmo e ambiente. Enquanto a trajetória na cidade gaúcha foi marcada por uma rotina intensa de trabalho, o momento atual é de mais tranquilidade. “É difícil dizer o que é melhor ou pior. São realidades diferentes, e assim é a vida”, avalia. Ele também ressalta o papel da comunidade universitária em sua trajetória: “Foi um ambiente que sempre nos manteve com espírito jovem”.

A saudade, segundo ele, está presente em diversos aspectos do cotidiano vivido em Santa Maria. Entre as lembranças mais marcantes estão os encontros com amigos, as confrarias, os momentos de esporte e convivência, além de hábitos simples que marcaram época. “Sinto falta das rodas de chimarrão, dos jogos de futebol com amigos por décadas e até da passadinha na ‘Boca Maldita’, perto da Galeria Chami, para um café e uma boa conversa”, recorda.

Ao olhar para trás, Dalvan resume sua relação com a cidade com gratidão: “Obrigado, Santa Maria, por ter nos recebido e nos tratado tão bem”.

Histórias como a dele mostram que, mesmo com a distância, os laços com Santa Maria e com a APUSM permanecem firmes, conectando trajetórias e mantendo vivas as raízes construídas ao longo da vida.

Dalvan Reinert, entrevistado do mês

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