No Dia Internacional do DJ, conheça os desafios enfrentados por profissionais de Santa Maria

Maria Eduarda Silva

No Dia Internacional do DJ, conheça os desafios enfrentados por profissionais de Santa Maria

Foto: Ricardo Xavier

A atuação de DJs mais antigos ajudou a construir a base da cena atual.

9 de março é o Dia Internacional do DJ. Em Santa Maria, além da felicidade, a data é motivo de reflexão sobre o atual cenário da discotecagem. Para profissionais que atuam na área há décadas, a cidade já viveu períodos mais fortes para a atividade, mas hoje enfrenta desafios relacionados ao avanço da tecnologia e à valorização da profissão.

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Em entrevista ao Diário, o DJ Ricardo Squarcieri, 61 anos, relembra que a cena local já teve maior espaço nas casas noturnas e bares da cidade. – O cenário atual de Santa Maria para DJs já foi muito bom. Mas, comparando com o que foi e o que é hoje, nós estamos vivendo como se fosse um momento de crise para ter espaço. – afirma.

Por conta disso, iniciativas de profissionais locais têm buscado fortalecer novamente a cultura da discotecagem, especialmente com o uso do vinil.

– Temos nossos projetos. O Marciano (Abreu) criou os Amigos do Bolachão para tentar trazer essa cultura do vinil de volta, porque a gente sente essa necessidade. A cena de DJ profissional tocando com qualidade enfraqueceu um pouco – relata Squarcieri.

Tecnologia

Para o DJ Marciano Abreu, 50 anos, a tecnologia teve papel importante nessa transformação.

– A tecnologia facilitou muito. É óbvio que facilitou. Só que às vezes as pessoas se lançam porque têm um software e dizem: “vou fazer”. Para quem aprendeu passo a passo, estudando como fazer de um modo aceitável, hoje as pessoas querem pular etapas. Não sou contra a tecnologia, tenho equipamentos de última geração, mas eles não dão o mesmo prazer que tocar com equipamentos analógicos – complementa o profissional.

Abreu também lembra que, no passado, dominar a técnica era indispensável. – Antigamente, ou você sabia tocar ou você não sabia. Não tinha como enganar isso. O vinil era muito difícil. Hoje a tecnologia consegue maquiar isso. – diz.

Apesar das mudanças, ele defende que a discotecagem deve ser reconhecida como uma forma de expressão artística.

Para valorizar o trabalho técnico e criativo dos DJs, no dia 06 de março foi realizado um Sarau Eletrônico, na Taverna 91. O evento contou com apresentações de DJs convidados, sendo um espaço de troca de ideias entre profissionais, alunos e entusiastas da discotecagem.Foto: Ricardo Xavier

Lembranças do passado
Para Squarcieri, a atuação de DJs mais antigos ajudou a construir a base da cena atual.

Se os DJs estão tocando hoje, eles estão tocando em um alicerce que a gente criou. Existe uma história por trás disso e que deve ser respeitada – diz.

Marciano destaca ainda que, no início, muitas pessoas sequer sabiam o que era um DJ. E hoje, com as atividades ligadas à data e à valorização de diversos artistas a nível internacional, o cenário é outro.

– As pessoas não sabiam que existia essa atividade. Antes era visto como sonoplasta ou “alguém da rádio”. Percorremos um longo processo para que as pessoas entendessem o que é ser um DJ – finaliza.

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