Foto: Gabriel Haesbaert, Especial

O presidente do Inter-SM, Pedro Della Pasqua, afirmou que vê dedicação e entrega do elenco apesar da frustração pelo empate sofrido nos acréscimos diante do Monsoon, fora de casa, pela segunda rodada do quadrangular do rebaixamento do Gauchão. O gol da igualdade saiu aos 50 minutos do segundo tempo, após jogo de amplo domínio alvirrubro.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Em entrevista após a partida, o dirigente defendeu os jogadores e destacou o impacto emocional do momento vivido pelo grupo.
— Acho que não é questão de doação, acho que todo mundo deixou tudo (dentro de campo). O time tem se esforçado, o elenco tem trabalhado muito. Todo mundo está sofrendo. Não pensa que é só o torcedor ou a diretoria, eles sofrem também, têm família. Estão sendo xingados e isso interfere na carreira deles — afirmou.
Della Pasqua disse que o momento coloca em risco a trajetória recente construída no clube.
— A maioria desses atletas construiu uma baita história no clube, na cidade. E se a gente cair, a gente desconstrói tudo que a gente conquistou. Todo mundo vai ficar só com a última impressão. Tem muita coisa em jogo, o futuro profissional deles também — declarou.
"Por mim o trabalho segue"
Sobre o empate no fim, o presidente classificou o resultado como amargo e projetou a necessidade de recuperação imediata.
— A gente tem que se reconstruir. Hoje é difícil. Vamos voltar para o hotel, jantar e ir para Santa Maria. Amanhã tem que acordar renovado. A gente tem que trabalhar quieto agora, se fechar entre nós, buscar forças um no outro para sair dessa situação — disse.
O dirigente também saiu em defesa do técnico Bruno Coutinho e indicou que, neste momento, não há decisão por troca no comando.
— Seguir trabalhando. O Bruno tem trabalhado, passa todas as informações para os atletas. É muita informação, ele estuda, dá detalhes. Lá dentro falta algum ajuste, mas não é vontade. Estamos sendo punidos por perder muitos gols — afirmou.
Ele acrescentou que uma eventual mudança só seria discutida caso parta do próprio treinador:
— Eu vou conversar com o Bruno, a gente tem uma parceria muito grande. Se ele entender que não tem mais forças, temos que buscar uma mudança. Amanhã a gente conversa e vamos ver se recuperamos esse anímico. A gente tem que estar 100%. Quem não estiver 100% ou estiver um pouco abalado não vai nos ajudar.Por mim o trabalho segue. A gente precisa de todo mundo nesse momento — completou