Foto: Divulgação
A missão de revalidação do selo de Geoparque Mundial da Unesco em Caçapava do Sul chega ao último dia nesta quinta-feira (23). A etapa em campo encerra um processo de monitoramento contínuo exigido pela organização internacional e é decisiva para a manutenção do reconhecimento conquistado pelo território em 2023.
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Na quarta-feira (22), penúltimo dia da agenda, os avaliadores conheceram iniciativas voltadas ao turismo, à educação, ao empreendedorismo e à valorização do patrimônio cultural e geológico do município. A missão é conduzida pela portuguesa Daniela Rocha, representante do Geoparque Mundial da Unesco de Arouca, em Portugal, e pelo francês Jean-Luc Desbois, do Geoparque Massif des Bauges, na França, indicados pela Unesco para realizar a análise técnica do território.
Ao longo do dia, a comitiva visitou o Mirante do AGPTEA Hotel, o Instituto de Formação do Pampa, o Recanto do Irapuá – Centro de Atendimento ao Turista, o Olival Dom José e a Chácara do Forte. Os locais apresentados reúnem iniciativas que buscam fortalecer o turismo sustentável, a educação, os empreendimentos locais e a preservação do patrimônio da região.
Durante a tarde, a programação seguiu com visitas à Femapro (Feira Municipal de Artesanato, Produtos e Prestação de Serviços), espaço dedicado ao artesanato, aos produtos coloniais e à cultura local, e ao Sítio Chaleira Preta. O encerramento das atividades ocorreu no CTG Família Nativista, com uma formação em Educação Patrimonial, reunindo participantes em um momento de troca de conhecimentos e valorização da identidade do território.
Processo de revalidação
A avaliação em campo representa a fase mais importante do processo de revalidação dos geoparques reconhecidos pela Unesco. A missão teve início em 15 de julho, na Quarta Colônia, e, desde o dia 19, passou a ser realizada em Caçapava do Sul. Durante o roteiro, os avaliadores percorrem geossítios, centros de visitantes, museus, escolas, empreendimentos turísticos parceiros e iniciativas comunitárias. Além das visitas técnicas, também conversam com gestores, pesquisadores, representantes do poder público e moradores para verificar como o título de Geoparque Mundial da Unesco tem contribuído para o desenvolvimento local.
A programação em Caçapava do Sul inclui ainda vistorias nas estruturas urbanas, nos acessos turísticos, em pontos de comércio e artesanato, além de visitas à comunidade de Minas do Camaquã, onde são apresentados avanços em áreas como infraestrutura, saúde e o projeto de restauração do histórico Cine Rodeio.
A conclusão da missão ocorre hoje. Após a visita técnica, os avaliadores elaborarão um relatório que será encaminhado à Unesco, responsável pela decisão sobre a renovação do selo de Geoparque Mundial para o território.
A avaliação
Após a visita, os avaliadores elaboram um parecer para o Conselho da Unesco, em Paris. O resultado deve sair em novembro. Esse relatório, que define o destino do selo internacional da região, é baseado em três cenários:
- Cartão Verde (sucesso total) – Ocorre quando o território cumpre as metas com excelência. O título de Geoparque Mundial é renovado integralmente por mais 4 anos
- Cartão Amarelo (alerta de fragilidades) – O selo e o reconhecimento internacional são mantidos, mas os avaliadores apontam pontos de atenção. A gestão do geoparque ganha um prazo de 2 anos para implementar melhorias e corrigir as falhas apontadas
- Cartão Vermelho (reprovação) – Caso seja constatado que o geoparque não cumpre os critérios internacionais básicos ou ignorou as recomendações anteriores, o território perde o reconhecimento. O selo da Unesco é retirado