Infraestrutura

Caminhoneiros e moradores sofrem com as más condições da estrada de Santa Flora

Mariana Fontana

A estrada do distrito de Santa Flora, que recebe diariamente caminhões que fazem o transporte de soja e arroz, é local de constante reclamação de moradores e caminhoneiros. As más condições da estrada causam transtornos para quem precisa utilizar a rota e para quem mora por perto. A prefeitura faz manutenção, mas não tem nenhum projeto para reformar a via.

De acordo com o caminhoneiro José Cerqueira, 43 anos, há cerca de dois anos, ele passa pelo local, e o problema é sempre o mesmo: muitas pedras soltas e buracos. Na manhã desta segunda-feira, devido às más condições da via, ele teve mais um prejuízo:

– Acabou quebrando uma mola do eixo do caminhão. E essa nem foi a primeira vez. Eu venho de Governador Valadares (MG). São 2,6 mil quilômetros, e é um gasto a mais. Fica complicado de transitar por aqui.

O percurso tem cerca de 30 quilômetros. Segundo Cristiano Medina Bitencourt, 20 anos, mesmo com a manutenção, o trajeto é sempre ruim.

– Não são só os caminhões que estragam. Minha bicicleta está ali, parada, porque furou o pneu. Todos os dias, um carro ou outro acaba quebrando no meio do caminho – relata o morador, que também é caminhoneiro.

A vizinhança reclama que promessas, como o asfalto, já foram esquecidas. Segundo eles, o barro e a poeira também incomodam muito.

De acordo com o subprefeito do distrito, Claudio Santiago, duas máquinas trabalham na manutenção do local desde março. No entanto, segundo ele, como a via é rota de caminhões muito pesados, o serviço acaba prejudicado:

– A estrada recebe caminhões constantemente. A manutenção não consegue dar conta.

O secretário de Infraestrutura, Obras e Serviços, Tubias Calil, afirma que não há um novo projeto para resolver a situação da estrada. Tubias garante que, em função do grande fluxo de veículos, há uma manutenção periódica no local, no entanto, o asfalto não pode ser feito.

– O asfalto, que seria a solução, a prefeitura não tem como fazer. Primeiro, porque essa estrada seria de responsabilidade do Estado, e, segundo, porque não há orçamento para isso – afirma o secretário.

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