Em nova fase da operação do Banco Master, PF tem como alvos o senador Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro

Em nova fase da operação do Banco Master, PF tem como alvos o senador Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro

Foto: Carlos Moura (Agência Senado)

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, é um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). Os agentes cumprem mandado de busca e apreensão contra o parlamentar no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A informação é da CNN Brasil.

Além de Jaques Wagner, o ex-sócio do Banco Master Augusto Lima também é alvo de mandado de busca e apreensão. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.


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A operação também inclui medidas cautelares determinadas pela Corte, como a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes. Inicialmente, a Polícia Federal informou que haveria monitoramento eletrônico, mas posteriormente corrigiu a informação.

Segundo a investigação, os fatos apurados podem caracterizar os crimes de suposta corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Até o momento, as defesas de Jaques Wagner e de Augusto Lima não se manifestaram sobre a operação.


Relembre o caso

A Operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, quando a Polícia Federal prendeu o empresário Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e outros investigados, entre eles Augusto Lima. Na mesma ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira. Um dos mandados de uma das primeiras fases da investigação foi cumprido em Santa Maria em residência que teria ligação com familiares do banqueiro. 

Dias depois, Vorcaro foi colocado em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, ele voltou a ser preso durante uma nova fase da investigação e permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

As investigações apontam para um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a emissão de títulos de investimento sem garantias suficientes, com promessas de rentabilidade acima da média do mercado para atrair investidores. A Polícia Federal estima que o prejuízo potencial possa chegar a R$ 12 bilhões.

Ao longo das fases da operação, as apurações foram ampliadas para incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, espionagem, intimidação de adversários, uso indevido de informações sigilosas e corrupção.

A investigação também apura aportes bilionários realizados pelo Banco de Brasília (BRB) no Banco Master e supostos repasses de recursos a agentes políticos. Entre os investigados citados nas fases anteriores estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que negam qualquer irregularidade.

A Polícia Federal segue cumprindo diligências para aprofundar as investigações sobre o caso.


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