Drones de pulverização

Nas ultimas semanas o meu grande amigo professor José Fernando Schlosser, coordenador do Laboratório de Agrotecnologia – Núcleo de Ensaios de Máquinas Agrícolas da UFSM, acompanhou um teste muito interessante com drone P150 Case IH. Foi realizado um teste de campo do equipamento operando por 24 horas seguidas.


Especificações do drone e da aplicação

Esse drone foi desenvolvido pela XAG em parceria com a Case e foi lançado no ano passado. Ele tem uma capacidade no reservatório de líquidos de 70 litros e 70 kg no reservatório para sólidos. Durante esse teste foram utilizados os seguintes parâmetros de voo: velocidade de deslocamento de 64 km/h, altura de voo de 6 metros e largura de faixa de 11 metros. Lembrando, que nesse teste o principal objetivo foi avaliar a capacidade operacional do equipamento e não os parâmetros de qualidade da aplicação.


Resultados obtidos

Foram realizados 147 voos, aplicando uma área total de 892 hectares com um volume de calda 8 L/ha. O rendimento médio foi de 37 hectares por hora, com picos de até 51 hectares por hora, e o maior voo cobriu 8,75 hectares. O pit stop mais rápido levou 22 segundos, com uma equipe extremamente treinada.


Importância desse teste

A realização desse teste demonstra que o uso de drones de pulverização pode ser uma atividade extremamente eficiente. Todavia, o professor Fernando ressalta que ““Podemos ter esse teste como referência. No tempo total de 24 horas deslocou-se uma distância linear de 815 km. Embora essa tenha sido uma prova de difícil repetição, poucos equipamentos atuais poderão alcançar números espantosos como esses”.


Drones no RS

Esses dados são importantes e trazem uma ideia do potencial que uso de drones de pulverização tem no Brasil. Entretanto, precisamos levar em consideração esse foi um ensaio em uma condição de eficiência muito próxima da perfeição. Em condições normais de operação e principalmente nas condições que temos no Rio Grande do Sul não teremos números nem próximos disso.


Importância da avaliação da tecnologia

Ressalto mais uma vez que os drones de pulverização vieram para ficar na agricultura brasileira. O que precisamos são cada vez mais resultados sérios que deem embasamento técnico/científico para os nossos agricultores e técnicos de campo de como trabalhar e melhor recomendar esse equipamento.


Dura realidade

Atualmente, os principais problemas relacionados ao uso de drones de pulverização não está nos equipamentos, mas sim na mão-de-obra que faz uso desses equipamentos. Infelizmente temos vários casos de pilotos de drones fazendo escolhas inadequadas de altura de voo, faixa de deposição e volume de calda, o que acaba causando sérios prejuízos aos nossos agricultores.

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