Foto: Filipe Schaurich (Diário)
Não há um dia sequer “de folga”. A área de comunicação da Corsan envia à mídia material sobre ações em Santa Maria e região. Há nítido (e louvável) esforço para mostrar serviço. E é necessário, aliás, quando se nota, de um lado, a brabeza de usuários e, de outro, atos da prefeitura e da Câmara.
O governo, aparentemente, deu-se conta de que há problemas sérios na relação da empresa com o consumidor. Tanto que tenta tirar o atraso e parte pra cima da Corsan, atrás de resultados. Por ora, o que se obteve foi muito pouco: a concessionária não emite mais faturas por média de consumo e passou a não mais interromper o fornecimento de água, enquanto as contas estiverem sob contestação de usuários.
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Já o prefeito Rodrigo Decimo reafirmou a exigência por “soluções imediatas para questões que impactam diretamente a população, como as ruas danificadas pelas obras da concessionária, a qualidade da água fornecida e as contas abusivas cobradas”.
Esse contencioso não é novo. O que há de diferente é a ação da prefeitura. Na Câmara, onde já houve duas CPIs – a segunda no mínimo contemporizadora –, a chapa esquenta. Por obra e graça, sobretudo, de um edil: Tubias Callil, que tem se colocado como pedra no sapato do governo quando o tema é a companhia hoje privatizada.
A pauta da Corsan turbinada pelo vereador do PL ganhou um novo componente recentemente: a manifestação da Procuradoria da Câmara frente ao Projeto de Decreto Legislativo nº 2/2026, de autoria dele, que tenta suspender os efeitos do contrato entre o município e a Corsan.
Ainda que pareça ser apenas simbólico, a sinalização do braço jurídico do Parlamento ao pleito do algoz governista dá sobrevida ao pleito levando o Executivo a se manifestar em 10 dias (prazo já em curso).
O saldo do ato de Tubias é que o assunto se mantém, uma vez que após conhecido o teor da resposta da prefeitura, a matéria retornará outra vez à Procuradoria, que fará nova análise técnica da matéria. Enquanto isso, o edil deixa o tema vivo e mobiliza as duas Casas em torno da pauta que, sim, é dele. De inhapa, ganha tempo para conseguir adesão dos demais colegas.