Foto: Vinicius Becker (Diário)
A coluna recebeu cópia de documento oriundo da Diretoria de Comunicação Social, que coordena a TV Câmara. O texto já “roda” há algum tempo pelos gabinetes de edis. A reclamação de alguns vereadores (tanto destros quanto canhotos) é quanto ao conteúdo do ofício. Nele, consta uma série de critérios (bem claros) aos pedidos de vereadores relacionados à cobertura da TV pública.
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O documento é assinado pelo jornalista e diretor de comunicação, Marcelo Martins. O profissional – que é CC – diz basicamente o que terá cobertura (ou não) da TV Câmara. Pelo que a coluna apurou, o documento foi redigido a várias mãos e teve, basicamente, o envolvimento dos jornalistas do quadro de concursados. Desta forma, ficou definido que só as comissões permanentes, dentro de um sistema de “rodízio”, terão prioridades.
No caso das Comissões Especiais, definiu-se que haverá única e exclusivamente a cobertura de audiências públicas; e Frentes Parlamentares não terão cobertura. Detalhe: o rodízio nas comissões permanentes acontece porque todos os colegiados se reúnem nas terças e quintas (algumas avançando no horário da sessão). É simples: a conta não fecha – são duas servidoras para cobrir seis comissões e a reunião plenária.
O documento diz ainda que pedidos serão contemplados apenas pelo “critério jornalístico” e que estejam no horário de expediente (para evitar de extrapolar as horas-extras do setor). Da mesma forma, Martins realça que o quadro de jornalistas efetivos é reduzido – apenas duas profissionais (há um terceiro em licença sindical) – o que impede uma cobertura satisfatória (e equânime) das demandas.
Fato é que o tal ofício causou “rebuliço” junto a alguns edis, que se sentiram “prejudicados” com tais medidas mesmo tendo sido avisados formalmente e com antecedência dos critérios. Um foi Luiz Carlos Fort, do PP, que reclamou na Tribuna, e disse que a TV “cumpre papel social” e que deveria ter estado presente no evento “Santa Maria por Elas: Empreendedorismo e Futuro”, na Praça Saldanha Marinho, promovido pelo Gabinete da vice-prefeita Lúcia Madruga com a adesão da Frente Parlamentar de Empreendedorismo Feminino, presidida por ele.
Já o pedetista Luiz Fernando Lemos defendeu os critérios adotados pela emissora e pediu que a gestão do Parlamento priorize a realização de concurso para a reposição de profissionais da comunicação institucional.
De todo esse bafafá, pelo que colheu a coluna, o efeito prático tem sido a negativa de vários pedidos de cobertura: tanto de comissões quanto de frentes. Pedidos “de fora da Casa” estariam sendo negados sumariamente. Até aqui, pelo que o escriba apurou, a decisão de Marcelo Martins é amplamente amparada pelos pares dos setores e conta com o entendimento da gestão da Casa.
Perguntinha final: quem sabe a Câmara não começa a tratar de concurso para jornalista?