Foto: Júlia Vissotto (Câmara/Divulgação)
Na retomada dos depoimentos, na quarta-feira, 24, o mesmo dia em que se noticiava a enésima postergação da licitação do transporte coletivo, uma fala à CPI que trata do tema na Câmara, elevou a temperatura dos trabalhos conduzidos pelos governistas Tony Oliveira (Podemos), ausente, em atestado médico; Adelar Vargas (MDB) e Guilherme Badke (Republicano) – que conta também com o acompanhamento técnico do procurador do Legislativo, Lucas Saccol Meyne.
Foi quando Carlos Werlang Lebelein, responsável técnico e proprietário da empresa LMDM – contratada pela prefeitura para fazer toda a modelagem econômica da planilha tarifária exigida pelo TCE – afirmou que o serviço contratado foi entregue. No entanto, no edital elaborado pela prefeitura que embasou o processo licitatório (que ainda não saiu), teria sido inserida uma outra planilha. Werlang enfatizou que essa “nova” planilha foi atribuída a eles, fato que rechaçou.
Neste momento ele elevou o tom e disse que na forma como tudo se deu, qualquer leitura feita seria desfavorável ao Executivo. De qualquer maneira, a CPI terá algo mais a investigar. A pecha de chapa branca aos poucos vai sendo deixada de lado. Claro, tudo vai depender do desfecho dos trabalhos.
Previdência
Enquanto isso, aumenta o rumor, em corredores e gabinetes do Palacete da Vale Machado, prevendo a chegada, ainda antes do recesso de inverno, entre 16 e 31 de julho, do novo projeto da Reforma Previdenciária.
A prefeitura, diferente do ano passado, quando deixou várias pontas soltas, parece agora ter azeitado tudo para que o envio se dê em tempo hábil para análise e votação, e, principalmente, aprovação.
O governo teria uma estratégia colocada para decretar o fim dessa pauta dentro da Câmara: a vinda recente da cúpula do Tribunal de Contas do Estado, ainda no final de maio, para tratar de questões previdenciária e tributária.
Representantes do governo já adotam a narrativa de que chancela ao projeto não é algo (ou pedido) do prefeito, mas que, sim, trata-se de alerta dado por um órgão regulador que constatou a necessidade de se enfrentar a questão com urgência. E aí estaria a razão para a atual pressa. Então, tá.