Vídeo de "chá revelação de traição" pode gerar processos por difamação

Vídeo de

Foto Reprodução

No vídeo, em vez de revelar o sexo do bebê, a jovem de Quinze de Novembro cita uma lista de traições que descobriu e lê trocas de mensagens dele com amantes.

O vídeo de uma mulher que fez um chá de revelação, na cidade de Quinze de Novembro, perto de Ibirubá e Cruz Alta, e aproveitou para listar todas as traições cometidas pelo companheiro virou um dos assuntos mais comentados nos últimos dias no país. Jornais de vários Estados noticiaram o fato depois que os vídeos começaram a circular por grupos de WhatsApp. A mulher, que está grávida e que pretendia revelar o sexo da criança, contou ter descoberto que a amante do marido também espera um bebê dele e leu, na frente da família dele, várias mensagens que o companheiro trocou com outras amantes.

 

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Indignada, ela fala vários nomes de mulheres que teriam se relacionado com ele e cita até uma vereadora que teria um caso com o rapaz. O vídeo virou tema de rodas de conversas e recebeu milhares de comentários nas redes sociais, com opiniões das mais variadas, que vão desde a revolta com as traições até piadas com o caso. Teve gente que se deu ao trabalho de pegar fotos e nomes das amantes e fazer até uma arte para repassar nas redes sociais. É compreensível que uma mulher traída fique com raiva e tente se vingar. Porém, o que muita gente não se deu conta é que essa jovem e quem compartilhou o vídeo podem responder a processos por difamação, se alguma das pessoas citadas procurar a Justiça.


A coluna procurou o advogado Raphael Urbanetto Peres, que opinou sobre o vídeo:


– O que chama a atenção naquele vídeo é o fato de ela imputar (o adultério), pois ela traz o nome de outras mulheres, inclusive. Ela jogou no vento tudo o que ela sabia a respeito dos fatos. O interessante é que o adultério não é mais crime no Brasil, mas a difamação, que é imputar um fato ofensivo à reputação de alguém, é. E ali, além de ela imputar à reputação do companheiro, ela também menciona o nome de várias outras pessoas, inclusive pessoas públicas. E ainda que o fato seja verdadeiro, ainda que tenha havido o adultério, o fato de ela trazer à tona isso, como trouxe, sem dúvida ela difamou a honra dessas pessoas. E o fato de ser na rede social, sempre que houver meio que facilite a propagação daquela difamação ou daquela injúria, isso torna a pena mais elevada. Enfim, a mulher quis lacrar, quis chamar a atenção, e pode ser responsabilizada por essas questões.


Vale lembrar: a pena prevista para o crime de difamação é de detenção de três meses a um ano, e multa. No entanto, se a difamação ocorrer em redes sociais, a pena pode ser triplicada, devido à maior facilidade de disseminação da informação e ao potencial impacto negativo na vítima.


Abaixo, confira algumas frases que a mulher traída disse no vídeo.


“A dor transbordou, e às vezes a gente precisa colocar pra fora pra não sufocar por dentro."

“A família dele sabia. Eu não. Por isso, quero deixar claro: não vamos voltar." 

"Não depois de tudo o que foi feito, escondido e sustentado por tanto tempo. Peço apoio, não julgamentos. Eu não descobri só uma traição, eu descobri várias, porque além de tudo, você não apagou nada (das mensagens com outras mulheres).”

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