Os cuidados com o recém-nascido, naturalmente, aproximam mãe e filho, criando um vínculo forte. Porém, quando o nascimento ocorre antes do tempo, e o prematuro tem que ficar no hospital, esses laços precisam ser estimulados.
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A presença dos pais junto à incubadora e, quando a saúde do bebê permite, o contato físico com o filho ajudam não apenas no desenvolvimento integral do pequeno, mas reforçam vínculos de toda a família.
Em Santa Maria, o processo é estimulado pelo método Canguru, implantado no ano passado no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). Compreendendo várias fases, do pré-natal até após a alta do bebê do hospital, a filosofia de tratamento inclui um espaço físico, a unidade Mãe Canguru, junto à UTI Neonatal, onde prematuros que já saíram da incubadora podem ficar inteiramente aos cuidados da mãe e do pai o máximo de tempo possível na chamada posição canguru.
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– O contato pele a pele funciona como a incubadora, ajudando o bebê a regular a temperatura. A mãe, o pai ou até um irmãozinho podem ficar na posição. O ideal é que isso seja feito também quando vão para casa – explica a médica neonatologista Beatriz da Silveira Porto, gerente de Ensino e Pesquisa do Husm e uma das pessoas que atuaram na capacitação dos cerca de 120 profissionais envolvidos no cuidado aos prematuros no hospital.
O método começa ainda no pré-natal, quando a gestante apresenta sinais de que poderá ter um parto prematuro. Nessa fase, ela recebe orientações sobre como será o cuidado com o bebê após o nascimento. Quando o recém-nascido vai para a UTI, os pais são especialmente acolhidos pelos profissionais, evitando o choque do primeiro contato.
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No local, o trabalho mudou desde que o método foi implantado. Antes, o espaço tinha a agitação típica de uma unidade de terapia intensiva. Hoje, na penumbra e com o mínimo de barulho possível, o sono dos pequenos é considerado sagrado.
A unidade da família

Após a saída da UTI, o peso do bebê e outros fatores podem encaminhar ele e a família para a unidade Mãe Canguru. A disponibilidade dos pais, entre outros, conta muito para eles se encaixarem no perfil da sala que, desde a inauguração, há seis meses, ajudou no desenvolvimento e a alta precoce de seis bebês prematuros.
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Passando por ali, em vez de obrigatoriamente estar pesando 2 kg para ir para casa, a partir de 1,75kg, o pequeno já pode acompanhar a família para o lar.
– Esse é um espaço do hospital encarado de uma forma diferente. É um local para o gerenciamento da família que recém nasceu e tem várias fragilidades, além da saúde do prematuro. Tudo deve contribuir para criar e fortalecer os vínculos – explica Soeli Teresinha Guerra, gerente de Atenção à Saúde do Husm.
Vanessa Rodrigues"