Foto: Guilherme Brum / PMSM
Lucas Braga Spindola Seixas, de 17 anos
Ao passar pelos corredores do supermercado Beltrame, em Camobi, a sensação é a de ter cruzado com o Ronaldo Fenômeno. Na cabeça do jovem aprendiz Lucas Braga Spindola Seixas, de 17 anos, o icônico corte "Cascão" da Copa de 2002 ganhou um novo significado. Natural de Belford Roxo (RJ) e morando em Santa Maria desde 2024, o estudante transformou a nostalgia em combustível para torcer pelo Hexa na Copa do Mundo.
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A relação de Lucas com o futebol vem de berço, moldada pela convivência com uma família dividida entre os grandes clubes cariocas: a mãe flamenguista, o pai vascaíno, a avó tricolor e o avô botafoguense – este último, o clube que acabou escolhendo o coração do jovem aos 7 anos. Mas quando a camisa é a amarelinha, a rivalidade clubística dá lugar a uma paixão que o move desde a infância:
– Gosto do jeito que une todos os brasileiros, seja ele gremista, colorado, botafoguense. A minha melhor memória foi em 2022, no Brasil 2 a 0 contra a Sérvia, no dia do meu aniversário, e estavam comigo minha família e amigos lá no Rio – conta Lucas.

"Queria trazer um pouco da sorte dele"
A ideia de reviver o visual de 2002 estava sendo planejada como uma "loucura saudável" entre Lucas e seu melhor amigo, Ernesto Costa Buzzatti, 17 anos. A promessa saiu do papel no dia 24 de junho deste ano, data do confronto do Brasil contra a Escócia. Aproveitando o intervalo dos jogos de vôlei do interclasses, no Colégio Estadual Edna May Cardoso, Ernesto assumiu o papel de barbeiro. No início, os familiares não aprovaram o visual, mas logo se acostumaram com a audácia do jovem, que tinha um objetivo claro:

– Quando pensam no último título do Brasil, automaticamente vem na memória do brasileiro o Ronaldo e o Cascão. Queria trazer um pouco da sorte dele, mesmo de longe, para a Seleção lá nos Estados Unidos.
O sucesso do penteado ultrapassou os portões da escola. Na "Fan Fest" promovida pela prefeitura na guarnição contra o Japão, em 29 de junho, Lucas virou atração, posando para fotos com torcedores e professores. Até mesmo no trabalho, entre os caixas e prateleiras em Camobi, os clientes se divertem e pedem um registro com o "Fenômeno genérico", embora as regras da empresa o façam apenas retribuir o carinho com um sorriso.
Acostumado com o calor das torcidas cariocas, Lucas confessa que estava sentindo falta de uma "bagunça organizada". Por isso, sua rotina em dias de jogo mudou: ele trocou o sofá de casa pelo telão da praça central para vibrar junto com a comunidade de Santa Maria. Para garantir que o caminho continue próspero, o jovem não descansa na superstição e carrega sempre um terço dentro da bolsa, amuleto que, segundo ele, foi crucial na classificação diante dos japoneses.
Expectativa Brasil x Noruega
Com o terço no bolso e o visual alinhado, Lucas demonstra otimismo para a partida decisiva deste domingo contra a Noruega. O jovem reconhece o peso de estrelas adversárias como Erling Haaland e Martin Odegaard, mas acredita que o futebol brasileiro prevalecerá na busca por uma vaga na próxima fase.

Para o placar de hoje, o palpite do sósia é confiante: um sonoro 3 a 1 para o Brasil. Segundo ele, o talento individual dos jogadores brasileiros e a inteligência do comandante da Seleção farão a diferença para deixar o país um passo mais perto do sonhado hexacampeonato.
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