Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Após 4 anos e 9 meses, o clássico Gre-Nal voltou a terminar em 0 a 0. O empate sem gols entre Inter e Grêmio, na noite de sábado (11), no Beira-Rio, repetiu o placar que não ocorria desde 10 de julho de 2021, curiosamente, também pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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De lá para cá, foram 18 confrontos consecutivos com pelo menos um gol. A sequência foi interrompida em um clássico de pouca inspiração ofensiva das duas equipes e muita tensão.
Com o empate, Inter e Grêmio seguem com 13 pontos na tabela do Brasileirão, mantendo a proximidade também no desempenho irregular.
O Inter volta a campo no próximo domingo (19), quando recebe o Mirassol. Já o Grêmio enfrenta o Cruzeiro, em Belo Horizonte, no sábado (18). Antes disso, o time tricolor tem compromisso pela Copa Sul-Americana, nesta terça-feira (14), em casa, contra os argentinos do Deportivo Riestra.
Jogo travado
Confirmando o cenário projetado a partir do desempenho das duas equipes até aqui no campeonato, o Gre-Nal 452 foi marcado por baixa produção ofensiva, excesso de faltas e poucos momentos de qualidade técnica. Em uma noite de boas condições para o futebol, o empate em 0 a 0 refletiu um confronto mais físico do que criativo.
O ritmo truncado apareceu desde o início: a primeira falta ocorreu antes do primeiro minuto completo de jogo, e o primeiro cartão amarelo saiu logo aos 4 minutos. A partida seguiu fragmentada, com pouca fluidez e inspiração ofensiva.
A principal chance da etapa inicial veio aos 17 minutos, quando a troca de passes colorada terminou em finalização que exigiu boa defesa do goleiro gremista Weverton, em chute de Borré. Fora isso, poucas tentativas levaram perigo real.
O segundo tempo repetiu o padrão. Com dificuldades para manter a posse e articular jogadas, as equipes recorreram a bolas aéreas e cometeram erros técnicos frequentes. A melhor oportunidade surgiu aos 13 minutos, em escanteio gremista, com defesa importante de Rochet e desperdício de Nardoni no rebote, em cabeceio.
Nos minutos finais, a expulsão do zagueiro Viery, aos 43 da segunda etapa, após lance faltoso, elevou a tensão. Ainda assim, a superioridade numérica não alterou o panorama. O apito final confirmou um clássico de pouquíssimas emoções.