UFSM anuncia auxílio emergencial para estudantes indígenas

* Com informações do Gabinete da Reitoria UFSM

​A Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) oficializaram, nesta quarta-feira (25), a criação de uma seleção simplificada emergencial para o pagamento de bolsas a estudantes indígenas. A medida ocorre após uma série de diálogos com a comunidade e busca garantir o suporte financeiro enquanto se estrutura uma política de permanência definitiva para o grupo.

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De acordo com a proposta, serão ofertadas 35 cotas de bolsas no valor de R$ 700,00, com duração de seis meses. O investimento será custeado com recursos próprios da instituição para mitigar as dificuldades de alunos que não foram contemplados pelo Programa Bolsa Permanência (PBP) do governo federal. Atualmente, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza 139 cotas diretas para indígenas e quilombolas da UFSM, número insuficiente para atender a demanda total da universidade.

Durante o período de vigência das bolsas, a UFSM se compromete a redigir, de forma conjunta com os estudantes, a Política de Permanência Indígena. O documento deve estabelecer critérios para a distribuição de auxílios e o regimento da Casa do Estudante Indígena. Segundo o vice-reitor da UFSM, Tiago Marchesan, a ação é fruto de um ciclo de reuniões realizadas nos dias 12 e 20 de março.

"Ouvimos os estudantes e buscamos uma solução emergencial para atender uma demanda de vulnerabilidade, mas infelizmente temos limites orçamentários já bastante deficitários", destacou Marchesan. Para definir a distribuição das vagas com equidade, a Prae e representantes discentes se reúnem ainda na tarde desta quarta-feira.

Déficit orçamentário

A universidade reforçou que os recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) são insuficientes para cobrir todas as frentes. Hoje, a UFSM atende 250 estudantes indígenas e 71 quilombolas, e precisa aportar verba própria para manter o subsídio do Restaurante Universitário (RU) e as Bolsas de Apoio à Educação (BAE).

Além do auxílio financeiro, o plano de ações inclui medidas estruturantes. Entre elas, a destinação de vagas para servidor (TAE) e docente indígena, além do pleito junto ao MEC para a construção de um segundo bloco de moradia específica e a criação de um espaço de convivência no perímetro da Casa Indígena.

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