REUTERS/Paulo Whitaker
Mosquitos de Aedes aegypti são vistos no laboratório da Oxitec em Campinas
Cenário
De acordo com o diretor adjunto do Cevs, Marcelo Vallandro, foram notificados 202 casos nas primeiras três semanas de janeiro, 59% a mais do que o mesmo período em 2022. Das 30 regiões do Estado, 23 tiveram casos notificados acima do Limite Superior Endêmico (LSE) dos últimos anos. No comunicado anterior, referente ao período até o dia 14, em que eram 13 regiões.
A alta de casos de arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquito, vem crescendo em outras regiões e países. Os comunicados semanais têm o objetivo de alertar os gestores municipais a intensificarem as ações de vigilância e controle do Aedes aegypti, aos profissionais de saúde quanto ao diagnóstico e atendimento em tempo oportuno dos portadores da doença e à população em geral quanto aos cuidados como evitar o acúmulo de água e evitar a contaminação de calhas e caixas d’água.
– Em 2022, tivemos nosso pior ano epidêmico e em 2023 já começamos com casos acima do esperado, o que nos mantém alertas – afirma Vallandro.
Planejamento
No último dia 18, também foram lançadas pela Secretaria de Saúde, com apoio da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems/RS), ações de enfrentamento ao Aedes aegypti.
No evento, que teve a participação de 80 municípios, foram anunciadas estratégias como a implantação de sistemas de monitoramento e gestão de informações sobre as arboviroses, um canal permanente para troca de informações entre diferentes áreas técnicas e um novo sistema de monitoramento por meio de armadilhas para ovos (ovitrampas) para monitorar e detectar precocemente a presença e densidade do mosquito.
Leia todas as notícias