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Com medo de que o local seja desativado de vez, a comunidade reivindica que a estrutura possa ser utilizada novamente pelos moradores da vila como um local de encontro e de atividades de lazer e cultura, além do retorno das atividades pastorais.
É de cortar o coração aquilo lá. A capela foi construída com o apoio da comunidade. Quando começou o projeto do centro comunitário, eu era criança ainda. Havia missas, quermesses, rifas, teatro, até procissão a gente fazia. Em 2003, quando trocou a responsável, fecharam as portas para a comunidade, como se fosse um centro particular de orações desabafa Nárrima de Moura, 43 anos, que mora na Vila do Carmo desde os 2 anos.
O terreno e a capela pertencem à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O Diário entrou em contato com a paróquia em busca de esclarecimentos, mas o padre responsável pela capela estava viajando.
A comunidade não quer entrar em choque com a Igreja, mas que haja mais integração entre as duas partes, para que não tenha mais esse distanciamento comenta Albani Martins, que mora bem em frente à capela.
A associação comunitária da vila diz que já apresentou projetos para a realização de oficinas de pintura e de dança no local, além da instalação de cinco computadores para acesso gratuito da população.
A ideia é que o local seja reativado e que sirva para o uso da comunidade. A gente gostaria de revitalizar o terreno que fica ao lado da capela também, colocar uns bancos e cortar a grama. Nós nos responsabilizamos pela manutenção e limpeza garante o presidente da associação, José Olympio Lozza.
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