Riscos para a saúde
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação na faixa etária entre 10 e 20 anos eleva a possibilidade de complicações para a mãe e o bebê, além da possibilidade de agravamento de problemas socioeconômicos já existentes.
Para a adolescente gestante, por exemplo, existe maior risco de mortalidade materna. Já para o recém-nascido, o risco aumenta para anomalias graves, problemas congênitos ou traumatismos durante o parto como asfixia, paralisia cerebral, entre outros.
Outros riscos a serem considerados são:
Ausência de amamentação
Omissão ou recusa do pai biológico ou parceiro pela responsabilidade da paternidade
Possibilidade de rejeição da família ou expulsão da adolescente e do recém-nascido do convívio familiar
Vulnerabilidade social, pobreza, situações de risco (migração, situação de rua, refugiados) e falta de suporte familiar, pobreza ou quando a mãe adolescente abandonou ou foi excluída da escola, interrompendo a sua educação e dificultando sua inserção no mercado de trabalho
Em 2018, o Ministério da Saúde também divulgou um estudo sobre a temática. No levantamento, a taxa de mortalidade infantil entre filhos de mães mais jovens (até 19 anos) era a maior, correspondendo a 15,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. A pesquisa aponta que, além da imaturidade biológica, as condições socioeconômicas desfavoráveis também tiveram influência nos óbitos.
Métodos contraceptivos
Para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e o empoderamento, os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) garantem o acesso a métodos contraceptivos, independentemente da presença de pais ou responsáveis. Entre eles, estão:
Preservativo feminino
Preservativo masculino
Pílula do dia seguinte
Pílula combinada
DIU
Diafragma
Anticoncepcional injetável mensal
Anticoncepcional injetável trimestral
Minipílula Anticoncepcional
*com informações do Ministério da Saúde
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