Dados do Ministério da Saúde revelam que 14% dos nascimentos no país provêm de gravidez na adolescência

Redação do Diário

Dados do Ministério da Saúde revelam que 14% dos nascimentos no país provêm de gravidez na adolescência
Na Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, o Ministério da Saúde divulgou dados sobre o cenário brasileiro. Em 2020, o Brasil registrou 380.778 partos de mães adolescentes. O índice representa 14% do total de nascidos vivos.

Riscos para a saúde

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação na faixa etária entre 10 e 20 anos eleva a possibilidade de complicações para a mãe e o bebê, além da possibilidade de agravamento de problemas socioeconômicos já existentes.

Para a adolescente gestante, por exemplo, existe maior risco de mortalidade materna. Já para o recém-nascido, o risco aumenta para anomalias graves, problemas congênitos ou traumatismos durante o parto como asfixia, paralisia cerebral, entre outros.

Outros riscos a serem considerados são:

Ausência de amamentação

Omissão ou recusa do pai biológico ou parceiro pela responsabilidade da paternidade

Possibilidade de rejeição da família ou expulsão da adolescente e do recém-nascido do convívio familiar

Vulnerabilidade social, pobreza, situações de risco (migração, situação de rua, refugiados) e falta de suporte familiar, pobreza ou quando a mãe adolescente abandonou ou foi excluída da escola, interrompendo a sua educação e dificultando sua inserção no mercado de trabalho

Em 2018, o Ministério da Saúde também divulgou um estudo sobre a temática. No levantamento, a taxa de mortalidade infantil entre filhos de mães mais jovens (até 19 anos) era a maior, correspondendo a 15,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. A pesquisa aponta que, além da imaturidade biológica, as condições socioeconômicas desfavoráveis também tiveram influência nos óbitos.

Métodos contraceptivos

Para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e o empoderamento, os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) garantem o acesso a métodos contraceptivos, independentemente da presença de pais ou responsáveis. Entre eles, estão:

Preservativo feminino

Preservativo masculino

Pílula do dia seguinte

Pílula combinada

DIU

Diafragma

Anticoncepcional injetável mensal

Anticoncepcional injetável trimestral

Minipílula Anticoncepcional

*com informações do Ministério da Saúde

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