Quatro meses após o retorno presencial das aulas, o cenário causado pelas medidas de distanciamento da pandemia de Covid-19 ainda deixa sua marca no setor de transporte privado. Conforme a Secretaria de Mobilidade Urbana da cidade, atualmente, são 338 veículos cadastrados na prefeitura, mas apenas pouco menos da metade, 156, estão aptos a operar, pois cumprem os requisitos exigidos. O total é menor que o número de 2020, em que eram 335 veículos cadastrados, mas 276 estavam ativos.
Uma delas é a Passarinho Transportes, que reduziu o número de automóveis disponíveis para conduzir os alunos. De acordo com o proprietário e motorista da empresa, Valdenir Pires Moreira, antes da pandemia, eram mais de 80 estudantes levados pelo transporte e, agora, são 32, entre adolescentes e crianças.
— Estamos voltando novamente, ainda seguindo com os protocolos de segurança, com uso de máscara e álcool gel. Por enquanto, não liberamos esses itens ainda — relata o proprietário.
Na Rodrigo Transportes, o movimento segue o mesmo em comparação ao ano de 2020. São cerca de 30 alunos que utilizam a empresa para se deslocar da Zona Oeste às escolas do centro da cidade, diariamente. Segundo o proprietário, que preferiu não se identificar, muitas crianças o procuraram em decorrência do fechamento dos transportes que utilizavam, o que facilitou para que a empresa dele não sofresse com a queda dos clientes:
— Hoje, quase todas as escolas têm falta de transporte, porque não tem mais van de todos os locais e regiões da cidade para todas as escolas, como tinha antes da pandemia.
No Rio Grande do Sul, o uso de máscaras segue recomendado pelo governo estadual e pelo Comitê Científico, para casos específicos, como dentro de hospitais, serviços de saúde, farmácias e no transporte público.
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