Foto: Vitória Sarturi (Diário)
Aos 17 anos, o goiano Jorge Lucas Alves Rosa Vale percorreu cerca de 3,8 mil quilômetros do Pará até Santa Maria para prestar as provas do Vestibular 2026 da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente morando no norte do país, o estudante veio ao Rio Grande do Sul em busca de uma vaga no curso de Medicina e também para conhecer de perto a instituição na qual pretende estudar.
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O interesse pela UFSM surgiu a partir da indicação de uma professora santa-mariense, que Jorge conheceu no curso Totem On – a modalidade Online do tradicional cursinho Totem Vestibulares. Foi ela quem apresentou a instituição e explicou o formato do vestibular, despertando a atenção do estudante. Segundo ele, a decisão de viajar quase 4 mil quilômetros até Santa Maria foi motivada pela reputação da universidade, pela qualidade do curso de Medicina e pela possibilidade de vivenciar a experiência do ambiente universitário ainda durante o Ensino Médio.
– Eu estava procurando Medicina, que é um curso muito disputado, e quando conheci melhor a UFSM pensei que valeria a pena vir até aqui. Quis aproveitar para conhecer a faculdade e já sentir como é estar nesse ambiente – relata.
Mesmo cursando o segundo ano do Ensino Médio, Jorge encarou a preparação com disciplina. Ele conta que conciliou os estudos da escola com horários em casa e atividades voltadas para olimpíadas do conhecimento, que também contribuem para o conteúdo cobrado em vestibulares. Para a redação, destacou a adaptação ao modelo específico do vestibular da UFSM.
– Eu estudei tanto carta aberta quanto artigo de opinião. No artigo, consegui adaptar bastante da redação do Enem, porque tem algumas semelhanças. Em relação ao tema, se eu fosse apostar em alguma coisa seria relacionada à inteligência artificial, alguma questão virtual – explica.
Apoio familiar
Para enfrentar o desafio, Jorge veio a Santa Maria acompanhado da mãe, Karla Cristina Alves de Oliveira Rosa, 48 anos, enfermeira. Segundo ele, o incentivo da família foi decisivo para encarar a longa viagem e a pressão do vestibular. A escolha pela Medicina, inclusive, tem raízes familiares: Jorge vem de uma família inteiramente ligada à área da saúde. O pai, os avós e os tios são médicos, o que influenciou desde cedo o interesse pela profissão.
– O apoio da minha família faz muita diferença, principalmente em um momento como esse. Eles sempre estiveram comigo e acreditam muito nesse sonho – afirma o estudante.
Primeiras impressões do Rio Grande do Sul
A passagem por Santa Maria também foi uma oportunidade para Jorge conhecer a cidade e ter contato com costumes típicos do Rio Grande do Sul. Entre as primeiras experiências, o estudante provou chimarrão e se surpreendeu com a temperatura da bebida, descrevendo o momento de forma descontraída:
– Não esperava que fosse quente. Queimei um pouco a boca na primeira vez, mas gostei muito.
Além disso, ele chamou atenção para a paisagem urbana e a presença de áreas verdes, estabelecendo comparações com a região amazônica, onde reside atualmente. Segundo Jorge, apesar das diferenças entre os biomas, o contato constante com a natureza torna a cidade acolhedora. Às vésperas da prova, o jovem afirma que busca manter a confiança e o pensamento positivo como forma de enfrentar a ansiedade e seguir focado no objetivo de ingressar no curso de Medicina.