Ele também atribuiu a eleição ao Senado pelo contato que teve com os gaúchos ao longo dos últimos anos, enquanto vice-presidente da República, pelas propostas e pelo alinhamento com o governo Bolsonaro. Além do auxílio que recebeu da Comandante Nádia, que as vésperas da eleição retirou sua candidatura para apoia-lo.
Pontuando ao longo do primeiro turno como terceiro colocado na corrida ao Senado, Mourão chegou a ultrapassar a candidata Ana Amélia Lemos (PSD) na última pesquisa antes da eleição. Indo para o domingo (2), como segundo colocado na intenção de votos, ele virou o placar e venceu com 2.593.294 votos, contra 2.225.458 de Olívio Dutra (PT).
– A gente observava que as pesquisas não estavam correspondendo à realidade das ruas. Eu fiz uma campanha muito forte de rua, andei pelas nossas cidades. Não fui a aqueles eventos fechados. Ao longo desse período eu tive que ir e vir de Brasília e usando aeronaves comerciais eu via a receptividade. A gente tem que acreditar, sustentar a posição – afirmou o general.
Sobre as urnas eletrônicas, que foram criticadas por parte do eleitorado, ele disse ter a mesma confiança que a maior parte da população. Já sobre a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Mourão destacou o que chamou de “protagonismo além do necessário”. Também defendeu a limitação do mandado para os magistrados, e do poder de tomada de decisões monocráticas. Além do impeachment para ministros que tenham realizado possíveis crimes de responsabilidade.
– O equilíbrio e harmonia entre os poderes é fundamental para o sistema democrático. Para que isso funcione cada poder tem sua forma de manter alinhado um ao outro. Isso vem falhando, o STF tem tido um protagonismo além do necessário e isso tem que ser avaliado dentro do Congresso, principalmente dentro do Senado.
Sobre suas propostas, o senador eleito também defendeu a reforma tributária e a renegociação da dívida do Estado. Já para Santa Maria e região central do Rio Grande do Sul, falou sobre atrair investimentos para infraestrutura, agronegócio e a diminuição de impostos e do tamanho do Estado.
Ouça a entrevista completa de Hamilton Mourão para o programa CDN Entrevista em 10 de outubro de 2022.