Celulares apreendidos em presídios foram entregues pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) para a Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público (MPRS) em São Gabriel. Ao todo, 175 aparelhos recolhidos em casas prisionais da Região da Campanha serão destinados ao Projeto Alquimia II, uma iniciativa do MPRS voltada à recuperação de aparelhos celulares pra fins educacionais.
A doação foi feita pela 6ª Delegacia Penitenciária Regional (6ª DPR) e pelo Setor de Inteligência da Susepe às promotoras de Justiça Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca e Marina da Silva Lameira.
Os celulares são catalogados e enviados para universidades parceiras, que utilizam seus departamentos e laboratórios de tecnologia para consertá-los. Restaurados, eles serão utilizados por crianças e adolescentes da rede pública de ensino que estejam em situação de vulnerabilidade social para auxílio nas atividades escolares remotas e presenciais.
A entrega dos aparelhos foi realizada na última quarta-feira (14) pelo titular da 6ª DPR, delegado penitenciário regional Glauber Fernandes; pelo coordenador regional do Grupo de Intervenções Rápidas, Juliano Prates; pelo coordenador regional de Inteligência, Jose Rodrigo Costa; pelo diretor e vice-diretor do Presídio Estadual de São Gabriel (Pesg), Andre Pozzebon e Gilmar Mortari.
Projeto Alquimia II
Iniciado em Osório no ano de 2020, o Alquimia II logo foi replicado por outras promotorias de Justiça. Conforme o MPRS, em alguns municípios do interior haviam a dificuldade em encontrar mão de obra especializada em fazer os reparos e formatar os aparelhos.
Para transpor esse obstáculo, o MPRS assinou um termo de cooperação com universidades parceiras para a restauração destes celulares para acesso à internet e utilização de aplicativos para acompanhar as aulas virtuais. Celulares sem essas funcionalidades são recondicionados para uso do corpo docente das escolas na organização das atividades curriculares.
Além de estar sendo reproduzido dentro do RS, o projeto ganhou notoriedade país afora, e foi implementado pelo MP do Mato Grosso do Sul (MPMS).