A menina de 3 anos que chegou morta ao Pronto-Atendimento Municipal no Bairro Patronato na madrugada desta terça-feira em Santa Maria será sepultada na tarde desta terça-feira. O enterro acontece no Cemitério Jardim da Saudade, no Bairro Caturrita, às 16h.
Por volta da 1h50min, a mãe da criança, de 21 anos, e o padrasto, de 20, chegaram ao PA com a menina. Os médicos tentaram reanimá-la, mas ela já estava sem sinais vitais e com hematomas pelo corpo. A Brigada Militar foi acionada e encaminhou ambos para a delegacia, onde foram presos em flagrante. O Diário não divulgou o nome da vítima e dos suspeitos para preservar a identidade do irmão dela, um menino de 5 anos.
Mãe e padrasto de menina de 3 anos que chegou morta em PA prestam depoimento
Segundo o atestado de óbito, a criança morreu por politraumatismo. O médico-legista que fez a necropsia disse que se manifestará apenas por meio do laudo. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso.
A avó materna da menina disse que a filha (mãe da criança) mudou muito recentemente, depois que conheceu o atual companheiro, padrasto da criança. Ela também falou que, ultimamente, a filha havia se afastado da família e impedia que os familiares vissem as crianças.
– Antes era todo mundo muito unido. Foi só ele (companheiro atual) aparecer que tudo mudou – disse a avó materna.
Segundo a família do padrasto, o relacionamento dele com a mãe da menina é recente. Eles teriam se conhecido há cerca de um mês pelas redes sociais e, depois, em uma festa.
– Estão acusando o meu irmão de monstro, de assassino. Mas ele conheceu ela (a mãe da menina) há muito pouco tempo. Fazia uma semana que ele estava morando com ela. Eles se conheceram em uma noite, e ela veio morar na casa da minha mãe, sem as crianças. Depois, trouxe a menina. A gente sabia que ela dava castigo. Meu irmão sempre dizia que ela tinha de tratar melhor a menina – relatou a irmã do padrasto.
Mãe e padrasto são presos em flagrante após morte de menina de 3 anos
Segundo a familiar, em uma visita, no domingo, na casa da família, ela constatou que a vítima estava machucada. Ao questionar o que tinha acontecido, o padrasto disse que a menina se machucou depois de cair entre umas tábuas, perto de um material de construção.
– A mãe dela disse que não precisava de médico, que já tinha dado remédio. Fiquei com pena da menina, mas não podia sair levando ela comigo. Ela não era minha filha – relatou a irmã.