Conforme o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve contar com uma nova forma de tratamento contra a Covid-19 até o final do ano. Na sexta-feira, a pasta publicou, no Diário Oficial da União, a incorporação de um medicamento composto pelos antivirais Nirmatrelvir e Ritonavir, indicado para o tratamento de pacientes com quadro leves a moderados da Covid-19 e alto risco de complicações.
A recomendação foi feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Após a publicação do documento na sexta-feira, o Ministério da Saúde tem 180 dias para disponibilizar a tecnologia na rede pública.
No mês passado, a pasta incorporou o medicamento baricitinibe para casos graves da doença.
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COMO FUNCIONARÁ
O medicamento será administrado por via oral, sendo indicado para pacientes com coronavírus leve à moderada, não hospitalizados, que apresentam elevado risco de complicações e sem necessidade de uso de oxigênio suplementar. Os primeiros contemplados serão pacientes adultos imunocomprometidos ou com idade igual ou superior a 65 anos. O tratamento só deve ser utilizado em caso de teste positivo para Covid-19 e em até cinco dias após início dos sintomas.
O novo medicamento é resultante da combinação do Nirmatrelvir e do Ritonavir, dois antivirais utilizados em conjunto para o tratamento da SARS-CoV-2. O primeiro é uma molécula inibidora de uma importante enzima do SARS-CoV-2 e impede que o vírus se prolifere, tendo, assim, uma potente atividade contra o vírus da doença.
Já o Ritonavir, inibe a ação de uma enzima que degrada o Nirmatrelvir, colaborando para que o composto fique por mais tempo disponível na corrente sanguínea, o que potencializa a sua ação.
*com informações do Ministério da Saúde