A estimativa da Rota de Santa Maria é que o custo para duplicar os 204 km da RSC-287 (ou seja, fazer uma rodovia nova ao lado, com dezenas de novas pontes) custe hoje R$ 1,5 bilhão. Ou seja, aproximadamente R$ 7 milhões por quilômetro, em média. Para duplicar os 76 km de Santa Maria a Novo Cabrais, seriam cerca de R$ 500 milhões. O contrato do Estado com a Rota prevê que, em caso de antecipação de obras, a concessionária seja compensada com um aumento da tarifa maior do que a inflação anual.
Por que isso acontece? Porque, em vez de gastar R$ 500 milhões só em 2040, a empresa teria de pegar empréstimo desse valor 10 anos antes, e isso geraria custos com juros que terão de ser pagos. É por isso que o contrato prevê que, nesses casos, haja uma compensação com aumento da tarifa de pedágio para bancar esses gastos extras, não previstos em contrato. Por outro lado, se a Rota atrasar as obras e não cumprir os prazos do contrato, é penalizada e terá reajuste anual da tarifa abaixo da inflação, como penalidade.
R$ 1,5 bilhão é o valor estimado para duplicar os 204 km da RSC-287. Por quilômetro, o custo médio deve ficar em R$ 7 milhões.
Rodovia terá trechos de até 100 km/h
Foto: Eduardo Ramos (Diário)
Questionado se a instalação de 14 novos controladores de velocidade na RSC-287 este ano vai aumentar o tempo de viagem, o diretor da Rota, Renato Bortoletti, afirmou que não, pois a partir da duplicação da rodovia, boa parte da rodovia passará a ter velocidade máxima aumentada dos atuais 80 km/h para 100 km/h. Será nos trechos rurais que já estiverem duplicados e que tiverem condições de segurança para esse aumento da velocidade máxima. A previsão é que os primeiros 34 km sejam duplicados até metade de 2024, e que, até 2027, estejam duplicados os 128 km entre Tabaí e Novo Cabrais.