Secretária de Saúde explica o processo de agendamento de consultas nas unidades de saúde de Santa Maria

Letícia Almansa Klusener

Secretária de Saúde explica o processo de agendamento de consultas nas unidades de saúde de Santa Maria
Há muitas dúvidas sobre o processo de marcação de consultas e retorno de consultas em unidades de saúde do município. Na última sexta-feira (24) uma mulher de 57 anos procurou a reportagem do Diário para relatar o constrangimento passado ao agendar uma consulta médica em uma unidade de saúde na região norte de Santa Maria. Em entrevista à Rádio CDN 93,5 FM, nesta terça-feira (28), a secretária de Saúde adjunta Ana Paula Seerig explicou o processo para agendamento de consultas e o que aconteceu no caso citado. 

Por que trabalhar com ficha?

Com mais de 283 mil habitantes, Santa Maria tem uma cobertura de atenção primária baixa. Isso significa que as unidades de saúde não dão conta de cobrir a população que necessita dos serviços do Sistema Único de Saúde. 

Tendo em vista a grande demanda e insuficiência na disposição de médicos, é necessário o atendimento por fichas. Isso porque alguns dos médicos contratados trabalham com número de atendimentos pré-determinados. Assim, há um limite de atendimento que o profissional pode realizar, por isso o atendimento por fichas conforme a demanda de cada unidade. 

Por que ligar mesmo estando lá presencialmente?

A secretária salienta que a marcação de consultas por telefone segue uma legislação. É reservado 30% da capacidade total de atendimento de cada unidade de saúde para os grupos prioritários. Por isso, a recomendação da profissional no momento foi ligar para a unidade de saúde, mesmo estando lá de forma presencial. Como na ocasião já havia acabado as fichas, era preciso reservar os atendimentos para quem ligasse. Caso, seja uma situação de urgência, os profissionais estão orientados a analisar a situação do paciente: 

– Nós temos um limite de estrutura e um limite de pessoal para conseguir ampliar mais esse acesso. 

O caso

Ao Diário, a moradora do Bairro Chácara das Flores relatou ter tentado, durante uma semana, marcar uma consulta por telefone para a mãe, que tem 80 anos e diversos problemas de saúde, e não obteve sucesso. Após diversas tentativas, ela resolveu ir ao posto de saúde.

A unidade em questão disponibilizou 10 fichas para agendamento de consulta e o início da distribuição estava marcado para às 13h. Quando o atendimento começou, a recepcionista atendeu os 10 primeiros usuários da fila, presencialmente, no balcão do posto. 

Ana Paula explica que a funcionária seguiu com a recomendação da lei que destina algumas fichas para as marcações de consulta por telefone. Além disso, naquele momento a unidade atendia com a demanda reduzida tendo em vista que uma enfermeira estava com atestado. 

Distribuição de fichas para consulta x retorno de consulta

Quanto à distribuição de fichas para primeira consulta e para marcar um retorno de consulta não há número específico. As unidades têm autonomia para marcar conforme a necessidade. O que se sabe é que o primeiro atendimento com o paciente é mais demorado do que a consulta de retorno, como explica a secretária: 

– Os retornos são de um período, o tempo de uma consulta menor. Digamos que ao invés de fazer em uma hora três consultas novas, poderia fazer quatro retornos, por exemplo. O pessoal tenta organizar isso de modo para otimizar também o tempo dentro da agenda.

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