Saúde

Superlotação no Pronto-Socorro do Husm gera reflexos no atendimento

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A superlotação do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) voltou a preocupar a direção clínica da instituição. Nesta quinta-feira, em uma coletiva de imprensa, o hospital repassou a situação em que a unidade se encontra.

Se, para a direção clínica, a situação já é complicada, para quem passa pelo transtorno, é ainda mais difícil. Rosa Noal Mainard, 48 anos, está com leucemia precisou ser internada no Husm em janeiro. Nas últimas duas semanas, o seu quarto foi um dos corredores do PS. Havia chance de ela receber alta ainda nesta quinta-feira, mas precisava aguardar a troca de curativo para ir embora. O procedimento estava demorando, conforme Fernanda Souza, 19, amiga da paciente e quem ajuda a cuidá-la.

Pronto Socorro do Husm segue superlotado e com goteiras

– Já faz mais de horas que estou pedindo um curativo aqui e não vem ninguém, um empurra para o outro e não somos atendidos – lamenta Fernanda.
Apesar de ter que se contentar em permanecer pelos corredores e ter de enfrentar a demora no atendimento, Rosa diz que compreende as dificuldades dos funcionários:

– A gente tem que tentar dormir, apesar do movimento. Os funcionários fazem o que podem. Às vezes, eles não podem vir logo, mas nunca deixaram de atender

No pronto-socorro, são oito técnicos em enfermagem e quatro enfermeiros, em média, que trabalham em cada turno. Conforme a chefe de enfermagem do PS, Rosângela Machado, a superlotação tem reflexos no atendimento:

– O limite ultrapassou em muito a capacidade. Temos uma equipe dimensionada para atender 23 pacientes e, estando assim, acaba afetando o atendimento. Não estamos conseguindo atender os pacientes da melhor forma.





4ª Coordenadoria de Saúde estuda medidas alternativas

Conforme o Delegado Regional de Saúde, Moacir da Rosa Alves, o Husm já havia entrado em contato com a 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS) solicitando apoio para frear a superlotação do pronto-socorro. Ele afirma que a coordenadoria já está em tratativas com hospitais da região, incluindo a Casa de Saúde, em Santa Maria, para receber os pacientes.

– O pedido do Husm é que consigamos leitos de retaguarda para receber esses pacientes. A Casa de Saúde teve seu contrato renovado com Estado, por isso, estamos esperando para, no máximo até amanhã (sexta-feira), uma resposta para suprir os atendimento na área da traumatologia. Já temos o contrato. Trata-se, agora, de operacionalizar os atendimentos – destaca Alves.

Ainda de acordo com o delegado, uma reunião com os hospitais deve ser realizada na próxima semana para ver o que pode ser feito. Ele informou, ainda, que os hospitais de Ivorá e Paraíso do Sul já oferecerem os leitos de retaguarda, o que também está sendo estudado.

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