Fraude bancária desvia quase R$ 2,4 milhões de contas de idosos e pessoas falecidas no RS

Fraude bancária desvia quase R$ 2,4 milhões de contas de idosos e pessoas falecidas no RS

Foto: Polícia Civil (Divulgação)

A Polícia Civil deflagrou a Operação Digital Fantasma para desarticular um esquema de fraudes bancárias que atuava em Palmeira das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. A ação foi realizada na terça-feira e, conforme a investigação, o grupo desviou mais de R$ 2,4 milhões por meio de operações fraudulentas realizadas em nome de idosos e até de pessoas já falecidas.

Durante a ação, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC) prenderam preventivamente o gerente-geral de uma agência bancária, a esposa dele e um funcionário da unidade.

+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp

Segundo a Polícia Civil, o esquema operava havia pelo menos seis meses. O grupo monitorava contas inativas de clientes idosos, com idades entre 81 e 96 anos, além de contas vinculadas a pessoas já mortas, que eram utilizadas para a realização de empréstimos irregulares.

De acordo com a apuração, para burlar os mecanismos de segurança da instituição financeira, o funcionário da agência, que atuava como operador de informática, cadastrava a própria digital nos leitores biométricos, registrando no sistema que os clientes seriam analfabetos. Dessa forma, a ausência de assinatura física era justificada e as transações eram validadas de forma fraudulenta.

o gerente da agência, conforme a investigação, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo rendas fictícias de valores milionários com o objetivo de elevar artificialmente o score de crédito. Após a liberação, eram contratados empréstimos sem garantias reais.

Para dificultar o rastreamento das operações, os valores eram sacados em dinheiro. De acordo com o delegado titular da DRCPE, João Vitor Herédia, a esposa do gerente realizava saques fracionados utilizando roupas e acessórios para dificultar a identificação por câmeras de segurança. Ao todo, mais de R$ 1,4 milhão foi retirado em espécie.

A investigação teve início após a identificação de inconsistências relevantes nas operações de crédito da agência. A operação foi deflagrada em caráter de urgência, diante do risco de destruição de provas digitais e de possível coação de testemunhas.

– O gerente atuava como mentor intelectual do esquema, chancelando as fraudes, enquanto a esposa era responsável pela logística dos saques e pela lavagem de capitais. O funcionário, orientado pelo casal, executava a falsificação biométrica. O nome da operação faz referência ao uso da digital do suspeito para se passar pelos clientes, ‘assombrando’ contas inativas – explicou o delegado.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

PRF apreende carga de cigarros contrabandeados e prende motorista após fuga na BR-287 Anterior

PRF apreende carga de cigarros contrabandeados e prende motorista após fuga na BR-287

Agredida pelo companheiro, mulher simula pedido de pizza para solicitar socorro na Serra Gaúcha Próximo

Agredida pelo companheiro, mulher simula pedido de pizza para solicitar socorro na Serra Gaúcha

Polícia/Segurança