A conexão de deeptechs e da academia na formação de engenheiros e de novas tecnologias

Lorenzo Gatelli Pereira

O desenvolvimento de um produto tecnológico raramente acontece de forma isolada. Na maioria das vezes, é fruto de uma integração entre pesquisa acadêmica e a visão de mercado voltada ao desenvolvimento de produtos. 

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Na região de Santa Maria, essa sinergia tem se mostrado um terreno fértil para o surgimento de soluções reais e inovadoras.
No meu trabalho de conclusão de curso, essa colaboração foi o elo central para o desenvolvimento de uma impressora 3D de alimentos. O projeto uniu a experiência em desenvolvimento de hardware da Auftek Tecnologia, startup da Pulsar Incubadora, com a coordenação do professor Juliano Smanioto Barin, integrante do projeto do Foodtech FabLab, localizado no InovaTec UFSM Parque Tecnológico.


Impressora 3D de alimentos
A Auftek, onde atuo como estagiário de engenharia de produto, P&D e sistemas embarcados, é um deeptech, empresa focada em soluções de hardware e sistemas. O papel de uma deeptech vai além da entrega de um produto: ela atua como uma ponte que transforma o conhecimento de bancada em tecnologia tangível. Foi nesse contexto que surgiu a parceria que possibilitou o desenvolvimento da impressora 3D de alimentos, um projeto que exige a integração de conhecimentos mecânicos, eletrônicos e computacionais.

 
O equipamento permite a manipulação de texturas, personalização nutricional e criação de estruturas com alto grau de precisão. A impressora estará disponível no laboratório maker voltado à área de foodtech que será inaugurado no dia 31 deste mês. Estudantes, pesquisadores, startups e empreendedores poderão utilizar essa tecnologia, entre outras disponíveis no laboratório, para prototipar, experimentar e testar novos produtos.

Formação de profissionais capacitados
Para um aluno de graduação, estar inserido nesse contexto proporciona um salto qualitativo no aprendizado. Se, por um lado, a formação acadêmica nos fornece a base teórica, por outro, o contato direto com o desenvolvimento de novos produtos permite que essa engenharia se materialize e ganhe propósito prático. Vivenciar o ciclo de desenvolvimento de um produto dentro de uma empresa orientada à inovação, como a Auftek, permite entender as demandas do mercado, as limitações físicas e a importância da materialização de conceitos. 

Integrando diferentes expertises, que se complementam, a Universidade e as empresas não apenas aceleram o desenvolvimento de tecnologias disruptivas, mas formam profissionais mais preparados para os desafios reais da indústria.

 
Em breve, outros estudantes e pesquisadores, assim como eu, terão à disposição um novo espaço na Universidade Federal de Santa Maria. Um ambiente onde será possível trabalhar em conjunto com empresas, especialistas do setor regulatório e outros pesquisadores em torno de novas ideias e soluções para o setor de alimentos.

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