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Na serra gaúcha, concessionária CSG já opera com pedágios free flow, com pórticos de cobrança dos veículos em movimento, que leem as tags eletrônicas nos painéis dos veículos.
O processo de revisão quinquenal da concessão da RSC-287, que ocorre agora em agosto, no final do quinto ano, poderá incluir mudanças significativas na administração dos 204 km da rodovia, entre Santa Maria e Tabaí. Segundo apurado pelo portal Gaz, de Santa Cruz do Sul, a Rota de Santa Maria teria enviado um documento à agência de fiscalização Agergs solicitando a possibilidade de mudar o sistema de cobrança, com a extinção das cinco praças de pedágio e a inclusão do sistema free flow, em que são colocados pórticos de leituras de tags eletrônicas, em que a cobrança da tarifa é feita de forma automática, com os carros em movimento.
A Secretaria de Reconstrução do Estado confirmou ao Diário que a Rota homologou esse documento na Agergs, mas nem a secretaria nem a agência divulgaram detalhes dos pedidos da Rota. A concessionária também não respondeu nem comentou o assunto nesta terça (7).
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Ainda segundo o site Gaz, se o sistema de free flow for aprovado pelo Estado e adotado, haveria possibilidade de fazer cobranças diferenciadas conforme a região. Em trechos duplicados, como na região de Santa Cruz do Sul, a tarifa poderia ser mais elevada do que aqui na região de Santa Maria, onde não há duplicação.
Só que em vez de cinco praças de pedágio, seria definido um número maior de pórticos, com a cobrança de valores menores por pórtico, o que seria mais justo ao usuário porque a cobrança seria mais proporcional ao trecho utilizado pelo veículo. Por exemplo: se em vez dos atuais 5 pedágios (em que um carro paga total de R$ 27 para percorrer toda a rodovia), fossem instalados 20 pórticos ao longo dos 204 km, haveria um ponto de cobrança a cada 10 km e a tarifa em cada pórtico seria bem menor, na faixa de R$ 1,35 (resultado de R$ 27 divididos por 20). É um exemplo hipotético, feito pelo Diário, pois não há estudo ainda de quantos pórticos seriam nem se o valor de R$ 27 seria dividido exatamente por 20 pórticos. Com mais pontos de cobrança, alguns motoristas que fazem trechos curtos e hoje não pagam pedágio, como no trecho de Santa Maria ao trevo de Palma, por exemplo, talvez passem a pagar, caso for implantado um pórtico de free flow nesse trecho. Mas lembrando: isso é uma hipótese e não há nada de concreto ainda sobre que locais receberiam esses pórticos.
Outra inovação poderia ser o desconto de tarifa para usuários frequentes, a exemplo do que já ocorre na concessão da Serra gaúcha, da empresa CSG.
Em março de 2024, o secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, já havia cogitado a possibilidade de implantar o free flow na RSC-287, pois é um avanço tecnológico e uma tendência no mundo todo.
– Um dos principais gargalos é a praça de pedágio, e isso a gente pode mudar sem aumentar a tarifa, colocando o free flow – disse Capeluppi há dois anos.
Para a concessionária, o prejuízo seria com os casos de veículos que não pagariam o free flow. Diante disso, só mesmo após estudos aprofundados é que o free flow poderia ser implantado, após analisar os prós e contras e o impacto no caixa da concessão. A Rota alega que não haverá corte de funcionários com a implantação do free flow.
Ainda de acordo com o portal Gaz, é possível que sejam feitas mudanças nos prazos de duplicações. É nesse ponto que poderá ser incluída a antecipação da duplicação dos 22 km entre Santa Maria e a Quarta Colônia, que foi uma promessa do secretário estadual de Reconstrução, Pedro Capeluppi, no início deste ano. Agora, na revisão quinquenal, essa antecipação deve ser incluída no contrato. Mas ainda não se sabe em que ano a obra poderia ser realizada. O contrato original previa só entre 2040 e 2042.
Porém, há risco de que duplicações em outros trechos da RSC-287, previstas para ocorrerem até 2030, entre Novo Cabrais e Tabaí, acabem sendo adiadas, devido à redução na receita projetada pela Rota por conta dos impactos da enchente e da pandemia.