Na tarde desta terça-feira, uma reunião entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes do setor de bebidas, bares e restaurantes resultou no adiamento do reajuste dos impostos sobre bebidas frias em três meses. Além disso, os empresários conseguiram que a elevação não se dê de uma só vez, mas seja implementada de forma escalonada.
São afetadas pelo reajuste anunciado em abril bebidas frias como cervejas, refrigerantes, refrescos, isotônicos e energéticos. Nos planos iniciais do governo federal, a nova tabela com os preços das bebidas entrariam em vigor em junho, atingindo em cheio o consumo durante a Copa do Mundo.
Conforme previsão da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o aumento nos tributos terá impacto de 10% a 12% nos preços das bebidas em questão para o consumidor. Já a Receita Federal estima que o reflexo no bolso do cidadão será de 2,25% em média.
O setor de bares e restaurantes já estimava que poderia ocorrer a demissão de 200 mil empregados após a Copa do Mundo, caso o reajuste seguissem os planos iniciais, conforme estimativas da Abrasel.
O argumento foi usado durante reunião com o ministro na tarde desta terça-feira e surtiu efeito, de acordo com o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Junior.
Outro motivo alegado por Mantega foi a preocupação com a inflação. E o pedido dos empresários, de postergar e parcelar o reajuste nos impostos, foi atendido com uma condição: que durante a Copa não haja elevação nos preços das bebidas para aproveitar o maior nível de consumo.