Opinião

Novo sistema de venda online de roupas revolucionar a forma de comprar

Uma notícia vinda dos Estados Unidos coloca em xeque o futuro do varejo. A gigante de vendas pela internet Amazon começará a entregar caixas com roupas para seus clientes experimentarem. A pessoa escolherá no site quais produtos gostou e receberá em casa para provar. Terá sete dias para escolher e, se preferir, poderá devolver tudo para a loja, sem custos e sem pagar frete. Mas se ficar com duas ou três peças, irá comprá-las com 10% de desconto, enquanto se ficar com quatro produtos ou mais, terá 20% de desconto.

A ideia _ ainda restrita ao mercado americano _ é justamente acabar com a principal barreira que existe na compra de roupas e calçados pela internet. Até agora, não havia como prová-las antes – a menos que a pessoa fosse numa loja física e achasse um modelo igual. Se essa novidade da Amazon pegar e se espalhar pelo mundo por meio de outras lojas online, poderá afetar de forma radical as vendas nas lojas físicas, tradicionais. Por sinal, poucos dias atrás, a Amazon anunciou que entrará no mercado brasileiro com venda de eletrônicos.

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Hoje em dia, lojas físicas de eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e até brinquedos já têm sofrido um baque e são as mais afetadas pela concorrência com as vendas online, pois boa parte dos consumidores já notou que é confiável comprar de lojas renomadas, que os preços costumam ser mais baratos e que não há desvantagens, pois os produtos costumam chegar rápido e até com garantia. Muita gente daqui está comprando também de sites da China e de nacionais, como OLX e Mercado Livre. Além do mais, há sites como Centauro e Dafiti que vendem roupas pela internet.

Como a gurizada que nasceu na era da internet e que está mais acostumada a esses novos hábitos está entrando no mercado de trabalho e ganhando poder aquisitivo, a tendência é crescerem cada vez mais as vendas online, inclusive de roupas e calçados – além disso, parte da população mais velha está mais habituada a comprar pela web. Daí surgem grandes dúvidas: como as lojas tradicionais vão sobreviver? O que elas devem fazer para não morrerem?

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Conversando com quem vive a realidade do varejo no dia a dia, pode-se chegar a duas principais conclusões:

 1) As lojas pequenas dificilmente conseguirão ter sucesso nas vendas online, por questões como logística de entrega e custos de divulgação na internet, para chegarem até os clientes.
2) As lojas físicas terão de investir muito pesado na qualidade de atendimento, para terem esse diferencial que faça o cliente entrar e comprar, em vez de adquirir os produtos pela internet.

É difícil prever o futuro, pois não há bola de cristal. Mas, em resumo, tudo leva a crer que o varejo tradicional não vai acabar, mas, possivelmente, daqui a 5, 10 ou 15 anos, uma parte das lojas físicas não vai aguentar essa mudança de hábitos de compra devido à migração de parcela significativa do bolo do faturamento para as lojas online. O futuro é cheio de incertezas em vários setores da economia, inclusive no varejo, e para várias profissões, que irão desaparecer.


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