O ano de 2025 nos deixou. Para a alegria de alguns e tristeza de outros, em função de benesses ou insucessos que trouxe a quem de direito. E aí me deparei com a filosófica questão: teria o ano essa capacidade, de ser um “ano bom” ou “ano ruim”?
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A resposta, por mais óbvia que possa parecer, está aonde sempre esteve: nas pessoas. Afinal, não existe um ano que possa ser catastrófico ou glorioso, só porque os astros decidiram atacar ou abençoar alguém. E o que faz essa passagem de tempo ser o que é, são as nossas atitudes.
E isso é facilmente perceptível ao vermos indivíduos que, por mais riqueza que conseguiram acumular, ainda assim finalizam este ciclo tristes e incompletos. Ao passo que pessoas que pouco ou quase nada tem, ainda sorriem ao ter que vencer horas e horas de jornada nas estradas, apenas para finalizar o ano abraçando a quem não veem a muito tempo, mas que poderão ter um dia ou dois para estarem em família e dividir uma bela taça de cidra ou refrigerante gasoso.
Tudo é relativo, tudo é passageiro, absolutamente toda a impressão que temos se faz com base no que fizemos e como vemos o mundo que nos rodeia. Assim o “ano bom” ou “ano ruim” chega – ou chegará –, inexoravelmente, para cada indivíduo de acordo com suas expectativas e ações no decorrer dos 365 dias que, se Deus ainda lhe permitir, ele terá nesse plano.
De minha parte sei que tente fazer o melhor do meu ano, em especial do meu tempo, dos dias e horas que tive como presente para dispor como quisesse. Trabalhando, desfrutando, tendo alegrias ou incômodos, mas procurando dedicar o tempo aos que mais me importam. Se aprendi algo em minha vida, é que isso é o que realmente vale nessa vida, ao menos, na minha: usar o tempo com sabedoria e dedicá-lo as pessoas a quem mais amo.
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No novo ano que chega, nessa parte, não farei nada diferente, com excessão de me aprimorar ainda nesse quesito. Sabendo dosar trabalho com lazer, projetos pessoais e vida pessoal. Equilibrando o olhar em frente, com o viver o agora. E se consegui chegar com sua atenção até aqui, para ler as palavras que escrevi de coração aberto, como diz a expressão popular: “ganhei meu ano!”
Espero poder reencontrá-lo por aqui em 2026. Até breve!
Sensibilidade para compartilhar
Finalizo minha participação de hoje, com essa beleza de mensagem que iluminou meu dia. Escrita pela sensibilidade e talento de um querido irmão de vida – o também publicitário, ilustrador e escritor – André Saut, que me dedicou esse texto, que compartilho com vocês.
“Nada terminou.
A gente só colocou uma vírgula no tempo, dessas que Deus usa quando diz: calma, respira, Eu sigo contigo.
O ano vira, a vida continua.
Troca-se a roupa, renova-se a coragem, ajusta-se o coração e segue. Sem pressa, porque fé não corre, sustenta.
Que o ano novo venha com mais confiança do que explicações, mais riso do que drama e mais oração do que medo.
Se cair, a gente levanta.
Se não entender, confia.
E se tropeçar, que seja rindo, porque até isso Deus entende.
Feliz Ano Novo.
Seguimos.
Ainda há vírgulas, e enquanto houver vírgula, há caminho.”