Cerca de 148 mil crianças dessas idades estão com a segunda dose em atraso no Estado, não completando assim o esquema primário de vacinação. O prazo recomendado entre a primeira e segunda dose é de oito semanas. O intervalo entre a segunda dose e o reforço deverá ser a partir de quatro meses.
Aumento da proteção
A orientação da dose de reforço para crianças de cinco a 11 anos considera estudos científicos que apontam um aumento da proteção com a dose complementar. De acordo com o Ministério da Saúde, para a análise da recomendação de dose de reforço para esse público, entre outros critérios, foi observado o aumento dos níveis de anticorpos depois da aplicação da dose complementar.
No estudo clínico, as crianças avaliadas apresentaram aumento de seis vezes no número de anticorpos após a dose de reforço. O reforço da vacina da Pfizer também se mostrou eficaz contra a variante Ômicron, com aumento de 36 vezes na produção de anticorpos nessa faixa etária.
Pfizer Baby
Na sexta-feira (3), está prevista a chegada de um lote de 380 mil doses de vacinas Pfizer Baby, recomendada para crianças de seis meses a quatro anos. A distribuição ocorrerá na próxima semana.
Desse total, inicialmente serão repassadas aos municípios 120 mil doses para a aplicação de primeiras doses. As demais ficarão armazenadas com a SES, reservadas para a segunda e terceira doses desse público. O esquema primário prevê a aplicação de três doses. Entre as duas primeiras deve haver um intervalo de quatro semanas, e a terceira precisa ser aplicada oito semanas após a segunda.
Vacinação infantil contra Covid-19 no RS
População estimada de cinco a 11 anos: 964.268
1ª dose: 682.058 (70,7%)2ª dose: 495.147 (51,3%)** 2ª dose atrasada (em 31/1): 148.167
Fonte: Monitoramento da Imunização Covid-19 /RS
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