Foto:Vinicius Becker (Diário)
Faltam 12 dias para o início da Copa do Mundo de 2026 e Santa Maria já começa a entrar no clima do mundial. Bandeiras do Brasil, vitrines verde e amarelas, espaços para troca de figurinhas e produtos temáticos já fazem parte da rotina do comércio da cidade.
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Em diferentes pontos do município, como o Centro, o Royal Plaza Shopping e o Shopping Praça Nova, comerciantes já apostam em decoração temática, produtos ligados ao futebol e espaços voltados aos torcedores para atrair clientes no período que antecede o torneio.

Os dois maiores shoppings de Santa Maria, Royal Plaza e Praça Nova, terão transmissão das partidas da Copa do Mundo em suas respectivas praças de alimentação
Álbuns e figurinhas impulsionam movimento

Em livrarias e bancas de revistas o álbum oficial da Copa do Mundo e os pacotes de figurinhas seguem como os itens mais procurados. Na Livraria Santos, no Royal Plaza Shopping, o aumento no movimento foi percebido ao longo do último mês.
– O álbum e as figurinhas são os que mais estão vendendo no momento – afirma o vendedor da livraria Luan Zan, 23 anos.
Além dos itens tradicionais, a loja também passou a vender livros sobre Copas do Mundo, biografias de jogadores, guias de curiosidades e materiais infantis relacionados ao futebol.
No Centro de Santa Maria, a Athena Livraria também percebeu crescimento na oferta de produtos temáticos neste ano. Conforme o gerente Bruno Garcia, 40 anos, editoras ampliaram a produção de materiais ligados ao futebol e à Copa do Mundo, principalmente voltados ao público infantil.
Segundo Garcia, além do álbum oficial, aumentou a variedade de livros de atividades, curiosidades, colorir e biografias de atletas.
– Quando um pai chega procurando um presente e fala que a criança gosta de futebol, agora ele tem várias opções para escolher – explica.
Na Livraria da Mente, no Centro, a procura também aumentou nas últimas semanas. Além dos álbuns e figurinhas, a loja registra saída de bandeiras, papéis decorativos e livros sobre seleções e Copas anteriores.
No Shopping Praça Nova, segundo o superintendente do shopping, Mustafa Al Khatib, 44 anos, o movimento em torno dos álbuns e figurinhas também ajuda a impulsionar o interesse do público pela competição.
– São muitas pessoas engajadas com o tema da Copa. Senhores, senhoras, crianças, está todo mundo envolvido. Inclusive, o ponto de troca de figurinhas fica super cheio nos finais de semana – relata.
Comércio aposta em produtos temáticos e decoração

Em lojas esportivas, a expectativa é de aumento no movimento nos próximos dias. Na Paquetá Esportes, do Royal Plaza Shopping, os clientes já começaram a procurar camisetas da seleção brasileira.
– Hoje mesmo já estiveram pessoas procurando pela camiseta. Acredito que o movimento mais forte comece agora, no início de junho – afirma a gerente Elenice Oliveira dos Santos, 43 anos.
Segundo ela, além das camisas oficiais, modelos mais acessíveis também têm chamado atenção dos consumidores. A camisa oficial da seleção brasileira, da Nike, está sendo vendida por R$ 449,99. Já versões mais baratas da marca Diadora podem ser encontradas por R$ 59,99. A Trionda, bola oficial do torneio, tem o valor fixado em R$ 349,99.
O clima de Copa também movimenta o setor de decoração e artigos para festas. No Armazém Binato, no Centro, a procura por produtos verde e amarelos surpreendeu a proprietária Alessandra Binato, 45 anos.
– Nós achamos que não ia ter muita procura, mas esse ano está bombando a venda para bares, restaurantes, e até escritório. Onde o pessoal vai se reunir – relata.
Entre os itens mais vendidos estão cachecóis, cortinas temáticas, pompons, cornetas, balões e varais de bandeirinhas. Segundo Alessandra, a demanda fez a loja reforçar os pedidos de produtos temáticos relacionados ao Brasil.
Expectativa depende da seleção brasileira
A expectativa dos comerciantes é de que o movimento aumente nos próximos dias, especialmente após o início dos jogos da seleção brasileira.
Para os lojistas, o desempenho do Brasil dentro de campo também pode influenciar diretamente nas vendas e no engajamento do público com a competição.
– Se a seleção começar a ter um desempenho bacana, isso acaba refletindo nas vendas porque o pessoal fica mais empolgado – conclui Garcia, gerente da Athena Livraria.