O médico ginecologista e obstetra Rodolpho Mello Netto, 48 anos, tem 20 anos de medicina. Destes, são 12 atuando na área de obstetrícia e mais de 5 mil nascimentos - entre partos e cesáreas - em sua carreira. Mesmo com tamanha experiência, teve um nascimento que o emocionou tanto que virou postagem no Facebook. E, na rede social, o registro seguiu emocionando muita gente.
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Na quinta-feira, por volta das 18h20min, quando o médico fazia a cesárea para o nascimento do Miguel, no Hospital de Caridade de Santa Maria, um gesto deixou ele e toda a equipe que o acompanhava em uma cesárea emocionados.
– Eu estava pronto para abrir a bolsa (que é uma camada transparente) e vi a mãozinha dele como se estivesse sinalizando para mim. Assim que eu perfurei a cavidade, ele foi colocando a mãozinha para fora e segurou na minha mão. Não foi reflexo, foi carinho. Eu fiquei conversando com ele por um tempo e disse "Oi, Miguel. Seja bem-vindo". O pai dele estava do meu lado e conseguiu, entre a razão e a emoção, pegar a câmera e tirar a foto. Depois, eu disse para o bebê "agora vamos nascer?" e ele, delicadamente, retirou a mão, como se estivesse me respondendo. Toda a equipe parou, encantada, para assistir ao momento – relata o médico.

Rodolpho explica que é normal que os bebês, durante o nascimento, segurem na mão do médico, mas isso acontece, normalmente, como reflexo. No caso do Miguel, tudo aconteceu com muita delicadeza, um gesto cheio de afeto e carinho.
– Todo o nascimento é importante para um obstetra. Eu sempre tento ofertar um ambiente de maior conforto e carinho possível, é a transição da criança da barriga da mãe para o mundo. É preciso oferecer segurança e acolhimento – conta Rodolpho.
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Miguel é o terceiro filho do agricultor William Ribeiro Muller, 29 anos, e da cabeleireira Alexandra Coelho Campos, 34 anos. Ele é irmão de Otávio, de 1 ano e 2 meses, e de Eduardo, 12 anos. A família é de Restinga Seca e já conhecia o médico desde a segunda gestação de Alexandra.
O pai de Miguel, que registrou o momento, disse que a emoção é difícil de explicar.
– Eu estava ali, louco para ver o bebê. Quando isso aconteceu eu fiquei me dividindo entre bater foto e ver o meu filho. A gente se emociona tanto com esse momento – conta William.

As fotos do momento em que Miguel segura na mão de Rodolpho viraram postagens no Facebook. Juntas, as duas publicações tiveram mais de mil curtidas em menos de 24h.
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– É uma emoção que precisa ser compartilhada mesmo. É algo fantástico, inspirador. É um bebê, recém-nascido, demonstrando carinho e afeto, uma lição para todo mundo. Medicina não é apenas ciência, também é sentimento, é arte. Quando nasce um bebê, também nasce um pai, uma mãe, nascem avós – conclui o médico.