De acordo com Ione Sabina Batista, 42 anos, que estava na carona da moto pilotada pelo marido, ambos aguardaram o atendimento do Husm, em um corredor, até a madrugada de quarta-feira.
Leia mais sobre Geral e Polícia
Ficamos no corredor esperando por horas. Eu estava com a um corte aberto na cabeça e só fui atendida por volta das 2h da manhã. Depois, meu marido e eu não aguentávamos mais esperar e fomos embora sem esperar a alta oficial conta.
Conforme a assessoria de comunicação do Husm, a espera em macas no corredor é um procedimento normal dentro da atual realidade da instituição que está superlotada desde o início do ano. Conforme a assessoria, além dos 23 leitos estarem ocupados, há 40 pacientes em espera, no corredor, o que implica na demora do atendimento.
O menino atropelado, Felipe Gabriel Godoy Carvalho, de 5 anos, está em estado estável e, nesta quinta-feira pela manhã, foi transferido da UTI para um quarto da unidade de pediatria.
Larissa de Godoy, mãe de Felipe, conta que o ocorrido foi um susto e que o fato aconteceu em função de uma sucessão de erros e que servirá, a partir de agora, como alerta para pais, filhos e motorista em geral.
Foi um conjunto de erros. Talvez meu filho não devesse estar na rua sozinho naquele momento, talvez o motociclista poderia estar andando mais devagar, mas, no fim, fica a lição para que os pais alertem seus filhos sobre os perigos do trânsito e que os motoristas e motociclistas tenham mais prudência e trafeguem com calma principalmente em áreas residenciais, onde há jovens e crianças brincando na rua acredita."