Solidariedade

Depois da morte do marido, dona Therezinha continuou com o legado social no Itararé

Dandara Flores Aranguiz

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Por anos a fio, o empresário Nelson Borin esteve à frente de trabalhos sociais no bairro Itararé, como a campanha de Natal, que acabou virando tradição entre os moradores depois de três décadas sob sua coordenação.

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Seu Borin morreu em agosto de 2014, mas o espírito de solidariedade que ele tanto prezava manteve-se vivo. Aos 74 anos, sua companheira, Therezinha Borin, dá continuidade às ações do marido.

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– O Nelson sempre foi muito envolvido e engajado à comunidade aqui do bairro. Já foi presidente da associação comunitária, participava do Clube 21 de Abril, do Rotary Club e também foi um dos entusiastas para a reconstrução do Monumento ao Ferroviário. Mas o Natal era uma das coisas que ele mais gostava de fazer – lembra Therezinha.


Na foto, Nelson Borin comandava o grupo de voluntários que fazia o recolhimento das doações no bairro, em dezembro de 2010. Foto: Lauro Alves / Agência RBS

Figura conhecida no bairro, seu Borin fazia questão de acompanhar o grupo de voluntários vestidos de papais-noéis de porta em porta, pelas ruas do Itararé. Agora, quem comanda os Bons Velhinhos é dona Therezinha. Cabe à ela mobilizar os ajudantes, divulgar a ação e separar os kits que são entregues às famílias e às crianças carentes.

Para que o legado se perpetue, ela conta com a ajuda e o apoio de voluntários, que dão continuidade ao trabalho.

– Ele nunca me pediu para continuar. Eu sempre ajudava, mas era ele quem comandava tudo. Mas eu sentia  que tinha que manter esse projeto, não podia acabar assim. No mesmo ano em que ele morreu, organizei e já chamei as pessoas – comenta a viúva.

Sob novo comando

Além da campanha Papai Noel do Itararé, que distribui alimentos, brinquedos e roupas, Borin chegou a organizar desfiles cívicos com as escolas do bairro.

– A gente fechava a rua, colocávamos balão, hasteávamos a bandeira... Aliás, ele que levantava e baixava a bandeira nacional aqui na frente da igreja todos os dias. Ele fez isso por quase 50 anos – lembra Therezinha.

Agora, quem faz o hasteamento da bandeira, pelas manhãs e à tardinha, é seu Becker. Para o comerciante, continuar com o ato de civilidade é um orgulho.



– É o mínimo que eu posso fazer depois de tanto que já foi feito pelo bairro.

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