“Eu estava armado por que já fui assaltado e ferido com faca”, afirma motorista de app que teria atirado em passageiro

Maurício Barbosa

“Eu estava armado por que já fui assaltado e ferido com faca”, afirma motorista de app que teria atirado em passageiro

Existem ditados que dizem que para tudo há duas versões de um fato. Alguns acreditam que existem três, uma versão para cada lado e o que realmente aconteceu. Assim é o caso do motorista de aplicativo que foi detido e acabou preso na madrugada do dia 10 de novembro, após atirar em um passageiro depois de uma discussão.

O homem de 32 anos falou com exclusividade a reportagem do Bei e contou a versão dele de como tudo aconteceu. Segundo o motorista, ele atirou para se defender pois estava sendo agredido e não por que teriam derrubado cachorro quente no banco do veículo como alegaram os passageiros no registro da ocorrência.

Após ser solto na audiência de custódia na tarde de quinta-feira (11), o motorista que também tem outras duas profissões, voltou para casa ao lado da família. Ao meio-dia desta sexta-feira ele deu entrevista por telefone ao repórter Maurício Barbosa. Segundo ele, a história não foi bem que nem os passageiros contaram na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) da Polícia Civil.

– Eu estava armado por que já fui assaltado duas vezes e já fui ferido com faca. Eles estavam embriagados, talvez até sob o efeito de alguma substância química e exaltados. Ao descer do carro, eles viraram lanche intencionalmente e perguntaram debochando se eu queria R$ 20 para a limpeza. Eles bateram as portas e começaram a me agredir. Foi quando eu saquei a arma para que parassem as agressões, saquei, mostrei a arma, pedi para que não viessem, que eu não queria machucar ninguém. Como as agressões continuaram, eles partiram para cima de mim, eu fiquei com medo pois acredito que a intenção deles era tirar a arma de mim. Eu dei um tiro para cima e outro no chão para conseguir entrar no carro e fugir. Fiz isso para preservar a minha vida e dos agressores – explica o motorista.

Segundo o motorista, passageiros chutaram uma das portas do carro quando ele tentava sair do local após a confusão. Foto: Divulgação

Ainda segundo o condutor, ele é motorista de aplicativo há dois anos e nunca cobrou taxa de ninguém ou teve problemas com passageiros. Até agora, ele não calculou o prejuízo. Segundo ele, uma das portas do carro foi amassada a chutes pelos passageiros.

– Não foi a primeira vez que aconteceu isso. Para quem trabalha na noite, isso é comum virarem bebida dentro do carro, lanche ou sujarem de uma forma ou outra. Até danificarem as vezes, mas se tem que estar preparado para lidar com esse tipo de público. Muitas vezes estão saindo de boates, de festas. Minha avaliação no aplicativo sempre foi muito boa. Nunca tive problema algum com passageiros, a não ser nesse episódio. Eu nem sei qual foi o prejuízo. Fui bloqueado na plataforma, prejuízo no carro que nem calculei e foi bem alto. Não vou poder trabalhar na plataforma para pagar o estrago no carro por que estou bloqueado. Prejuízo com advogado e o prejuízo psicológico né, de um trabalhador passar por uma situação dessas. Eu trabalho em outras duas profissões e o aplicativo é uma terceira via para pagar as contas da casa e se manter – desabafa.

O advogado Guilherme Pittaluga que representa o motorista, diz que o cliente agiu em legítima defesa e que isso será provado durante o processo.

– Nós pediremos as imagens das câmeras de vídeo monitoramento da cidade para elucidar como aconteceram os fatos e afim se demonstrar auxiliando a polícia nas investigações de que a atitude do meu cliente se deu diante de um quadro em que havia a agressão anterior por parte dos dois passageiros e que ele agiu em legítima defesa utilizando de uma forma moderada da força e saiu do local assim que teve a oportunidade – diz Pittaluga.

O motorista e os dois passageiros foram ouvidos durante o registro da ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA). O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (1ªDP) da Polícia Civil. A arma que é legalizada, mas em nome de outra pessoa foi apreendida. O proprietários também deve ser chamado para prestar esclarecimentos.

Arma foi apreendida dentro do carro do motorista de aplicativo. Foto: Brigada Militar (Divulgação)

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