Familiares e amigos da relações públicas Sheli Uilla da Rosa Vidoto, 27 anos, morta durante um assalto em 8 de julho, em Santa Maria, estão realizando uma caminhada desde às 16h. O ato é uma homenagem à jovem e, também, um pedido por melhorias na segurança pública.
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De acordo com a Brigada Militar (BM), cerca de 100 pessoas participam do ato, que percorre as principais ruas da cidade. O grupo partiu da frente do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central (CRPO), que fica na Rua Pinto Bandeira, bairro Nossa Senhora das Dores. O trajeto seguiria até a Catedral Metropolitana, onde seria celebrada uma missa, às 18h, também em homenagem à vítima.
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Um dos momentos mais emocionantes do ato foi quando os manifestantes pararam em frente ao local do crime, na Rua Bento Gonçalves, também no bairro Dores. Neste momento, muito abalados, os pais da vítima Maria Rosangela e Paulo Gilberto Vidoto, se ajoelharam em frente à parede onde a relações pública foi abordada pelos assaltantes. Em um gesto de homenagem, os participantes deixaram flores brancas no local e fizeram uma oração.
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O pai de Sheli, Paulo, confessou que está dilacerado e que a acolhida da comunidade e a memória de sua única filha, por quem ele e a esposa sempre fizeram de tudo, são os fatores que dão força para a família se reerguer.
– Estamos aqui para pedir que as pessoas abram suas cabeças. Parece que a vida não tem mais valor. O crime virou algo banal. Temos que nos unir, pois está na hora de acontecer alguma coisa. A sociedade trabalha de dia e se tranca de noite. Isso está errado. É uma inversão de valores. Por causa de uma bolsa e um celular, levaram a minha maior joia e nada, nem valor nenhum, vai trazê-la de volta – lamenta o pai da vítima.
O comerciante Sérgio Renato Machado participou da caminhada por mais segurança e justiça. Na última semana, sua esposa e seu filho foram assaltados por um homem a cavalo, próximo a rua Fernando Ferrari. Na ocasião, o assaltante feriu o filho de Sérgio com golpes de facão.
– Estou aqui em solidariedade, pois depois do que aconteceu, poderia ser o meu filho morto hoje. Ele conseguiu se salvar mas foi ferido a facão na mão. A segurança em nossa cidade é péssima. Estamos abandonados. Não se vê policiamento nas ruas. Agora estamos acuados, com medo de andar nas ruas. Não tem como não se abalar – reclama Sério.
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