Hospital Universitário de Santa Maria adota mais um turno para realização de cirurgias cardíacas

Arianne Lima

Hospital Universitário de Santa Maria adota mais um turno para realização de cirurgias cardíacas
Foto: Eduardo Ramos (Diário)

Para diminuir a atual lista de espera, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) adotou mais um turno para a realização de cirurgias cardíacas. A medida, que ocorre desde abril deste ano, aumentou o número de procedimentos cirúrgicos de três para quatro por semana, resultando em 16 ou mais operados por mês.

DEMANDA

Conforme a chefe da Unidade do Sistema Cardiovascular do Husm, Laura Dotto, a necessidade de adicionar um novo turno de cirurgias foi constatada pelas equipes de cardiologia e cirurgia cardiovascular do hospital, que lidam com a alta demanda de pacientes encaminhados pelo Sistema de Gerenciamento de Internações Hospitalares (Gerint) e/ou chegam pelo Pronto-Socorro, que é porta de entrada para emergências cardiológicas.

Laura argumenta sobre a responsabilidade que o Husm mantém ao ser referência em alta complexidade de cardiologia e reforça que a possibilidade de ampliação do serviço foi discutida também com os profissionais de outras especialidades e a direção, passando por deliberação da Comissão de Programação Cirúrgica do Hospital Universitário de Santa Maria.

–Com a intenção de também garantir que esses pacientes da lista de espera cirúrgica tivessem o pleito atendido, fizemos reuniões e conseguimos, então, uma sala cirúrgica e uma estrutura adequada para garantir que, pelo menos, uma cirurgia da semana fosse de pacientes da lista – relata.

Desde abril, mais de nove pacientes oriundos da lista já foram operados. Os procedimentos são intercalados com os pacientes encaminhados do Gerint e as emergências. Nesta semana, cinco pessoas deram entrada no Husm em processo de preparação para as cirurgias cardíacas. Até o momento, 156 pessoas aguardam na lista de espera desta especialidade.

CIRURGIAS

O Husm contempla cerca e 50 especialidades e a maior parte passa pelo bloco cirúrgico. Dos 52 anos de história do bloco, mais de 15 são ligados a cirurgias cardíacas. Por conta do espaço, que é maior, a sala 6 é geralmente utilizada para este tipo de procedimento cirúrgico, que precisa contemplar tanto uma numerosa equipe quando os equipamentos necessários.

No contexto atual, cinco cirurgiões cardíacos fazem parte da equipe do hospital. Atuando há 18 anos na instituição, o cirurgião Ralf Stuermer, 49, descreve a adição de um novo turno como positiva. Ele reforça que o período cirúrgico, que dura de quatro a seis horas, envolve desde a chegada do paciente no bloco, monitoramento, aplicação da anestesia geral e realização da cirurgia até o encaminhamento para a Unidade Coronariana intensiva (UCI).

Alguns procedimentos dentro da especialidade realizado pelo Husm são citados pelo cirurgião:

–Hoje, realizamos cirurgias de revascularização do miocárdio, que é a popular ponte de safena, cirurgias de troca valvar, de correção de doenças de aorta e cirurgias de implante de marca-passo.

Conforme dados fornecidos pela instituição de saúde, 80% das cirurgias cardíacas exige circulação extra corpórea. Por conta disso, a equipe conta com dois profissionais que lidam com o aparelho de mesmo nome durante os procedimentos. Dos 20 anos dedicados pela enfermeira Roberta Senger, 51, a esta função, 18 foram decorridos no Husm. Ao Diário, a profissional descreve a importância do trabalho:

–Durante o procedimento cirúrgico, o profissional precisa do coração parado. Então, o paciente precisa de uma maquina para fazer a função do pulmão e do coração. E esse é o nosso trabalho: manter o paciente vivo durante a parada do coração para a cirurgia cardíaca.

Assim como as funções exercidas por Ralf e Roberta no bloco cirúrgico, o médico anestesista Henrique Marques, 30, também tem um papel fundamental nas cirurgias cardíacas. No contexto atual, o Husm conta com 23 médicos anestesistas. Deste quantitativo, 10 atuam especificamente em cirurgias cardíacas. Marques explica que o profissional permanece integralmente na cirurgia.

–O anestesista fica do início ao fim do procedimento, fazendo o controle da dor, da função cerebral, da cardíaca e dos outros órgãos.

Além das equipes de Cardiologia, Cirurgia Cardiovascular, anestesiologia e do bloco cirúrgico, fazem parte do processo cirúrgico cardíaco, do inicio ao fim, os funcionário da farmácia,centro de materiais, unidades de internação (UCI) e de apoio, que englobam a gestão da lista de espera cirúrgica e Banco de sangue, assim como a equipe de higiene e limpeza. 

por Arianne Lima – [email protected]

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