Diário nos Bairros

Loja de materiais de construção de Léo ajudou a consolidar o bairro Perpétuo Socorro

Silvana de Castro

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Sem se dar conta, o sogro de Léo Valter Retzlaff deu a dica do que seria um negócio promissor no bairro Perpétuo Socorro na década de 1980. Cuidando da obra do galpão onde Léo pretendia colocar um minimercado, o sogro reclamou:

– Não tem um prego para comprar lá – falou,  o sogro, referindo-se ao bairro.

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Assim, em vez de um minimercado, surgiu o Comercial Léo, loja de materiais de construção. O crescimento dos negócios do comerciante coincide com a evolução da infraestrutura do Perpétuo Socorro. É que, há 33 anos, quando Léo desistiu de gerenciar vendas de outras empresas e abriu a sua própria, o bairro começava a ganhar redes de esgoto. Momento bom para Léo, que estreava no ramo de material de construções, com muita demanda por canos para a ligação das casas na rede.

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– Na época, pouca gente acreditava que o bairro pudesse evoluir. Se eu fosse colocar a loja no Centro, não teria onde estacionar para carregar os sacos de areia – justifica.

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Começou vendendo areia, brita, tijolos. Com o tempo, foi aumentando o mix de produtos. Incluiu toda a linha de ferragem, materiais para a iluminação de ambientes, churrasqueiras, móveis para banheiro, pisos, revestimentos, entre outros itens. E tudo entregue no dia da compra, no máximo, no dia seguinte. A empresa tem frota própria de máquinas e caminhões.

Quando comprou o terreno onde está o estabelecimento, Léo tinha outras intenções com o bairro, além de colocar um mercado. Pretendia construir casas para alugá-las e, assim, ter outra renda. Quando começou a colocar em prática o projeto de ter um negócio próprio, recém havia voltado de Lages (SC), para onde havia sido transferido com a missão de gerenciar uma loja de departamentos.
Com saudades de Santa Maria, desligou-se do emprego em solo catarinense e voltou quatro meses depois.

– Sempre fui um cara muito entusiasmado, fazia reunião uma vez por mês, confraternização. As pessoas têm que gostar de onde trabalham. Em quatro meses, consegui deixar o pessoal motivado, e a empresa com resultados satisfatórios. Pedi demissão para voltar – conta.

Esse mesmo espírito foi semeado na Comercial Léo. Ele ainda costuma sair do escritório para cumprimentar fregueses. Quando a loja completar 34 anos, em 8 de setembro, a data deverá ser marcada com a já tradicional comemoração: um café colonial para funcionários e clientes. A festa começa de manhã e se estende, sempre, até a tarde.

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