Insegurança

Loja de Santa Maria não irá mais aceitar pagamento em dinheiro

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Parece improvável, mas uma loja de Santa Maria não vai mais aceitar dinheiro dos clientes a partir de 1º de fevereiro, ou seja, não receberá qualquer valor em cédula ou em moeda. A venda de seus produtos será apenas por meio de cartão, cheque, depósito e boleto bancário.

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A medida extrema será adotada pela Ferraço Sul, empresa de ramo de material de construção, localizada na BR-158, próximo à Rua Duque de Caxias. O motivo é trazer mais segurança aos funcionários já que a loja foi assaltada três vezes entre outubro e janeiro.

– Foi em função de assaltos, à mão armada mesmo, com gente dentro da loja e funcionários trancados em uma peça. Se eu não tomasse essa medida (de suspender as vendas em dinheiro), ia perder funcionário. Eles estão com medo – declara Flávio Riemke Junior, proprietário da empresa, que tem a sede em Pelotas e filiais em Santa Maria e Rio Grande.

Não será a primeira vez que Junior toma a decisão de não aceitar mais dinheiro em unidades da empresa. Em 2005, já havia adotado a medida na filial de Rio Grande também em função da criminalidade.

– É totalmente antipático da nossa parte. Mas o que vou fazer? Se mantivesse o pagamento normal, ia fechar. Não ia mais ter funcionário. Agora, não sei se terá venda para manter a loja, porque é um incomodo, nós sabemos. Mas é a saída que temos –, desabafa o proprietário. 

Medida terá impacto nas vendas

Conforme a gerente da filial de Santa Maria, Simone da Silva Caruccio, a atitude será negativa para a empresa e para os clientes.

– E uma decisão radical. A loja vai perder muito com isso, porque o nosso público alvo é de serralheiros, pedreiros, que nem sempre possuem cartão. São clientes que pagavam com dinheiro e que dificilmente irão voltar.

Há quatro anos na empresa, a gerente já presenciou quatro assaltos. De acordo com Simone, o alvo dos assaltantes sempre foi o dinheiro. Em nenhum dos roubos, os ladrões levaram maquinários.

– O caso mais recente, de 16 de janeiro, foi bem pesado. Eles (os bandidos) pegaram os guris de refém lá nos fundos. Fizeram eles abrirem a porta, e ficaram mais de 40 minutos dentro da empresa – revela.

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