Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse, no Palácio do Planalto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse, neste domingo, para seu terceiro mandato num cenário de um país polarizado e dividido comprovado pela diferença somente de 2 milhões de votos. Mas, agora, ele é presidente de todos os brasileiros, inclusive dos eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como destacou no discurso. É hora de olhar para frente para resolver os problemas do país até para viabilizar sua principal promessa: combater a fome de 33 milhões, gerar renda e emprego. Contudo, Lula dedicou parte do discurso para críticas ao governo Bolsonaro, o que não ajuda a melhorar o país e acirra, ainda, mais os ânimos.
O novo presidente tem desafios imensos pela frente com uma economia ainda em recuperação devido à pandemia. Por tabela, nessa área, ele terá de provar que sua escolha para ministro, o petista Fernando Haddad, que não era o preferido do mercado, foi acertada. Há questões na saúde, educação e no meio ambiente para o governo petista resolver e com um orçamento curto. Tanto que precisou recorrer a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que furou o teto de gastos para pagar os R$ 600 do Bolsa Família e reajustar o salário mínimo, também promessas de campanha. Buscar o equilíbrio das contas é outro dever de casa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, ao lado do vice Geraldo Alckmin/Crédito: Marcelo Camargo, Agência Brasil
Sem dúvida, Lula assume o governo em condições adversas pelo momento que o país se encontra, mas, como o presidente, tem um histórico de superação demonstrada, inclusive, ao vencer a eleição e alcançar seu terceiro mandato. Para ajudá-lo a governar, terá o auxílio de 37 ministérios, representado por nove partidos, que darão sustentação no Congresso predominante de direita. Desafios não faltarão, mas se o presidente só olhar para frente, eles tendem a ter menos percalços.
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