A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria concluiu o inquérito que investigava a responsabilidade da mãe e do padrasto da menina de 3 anos morta por politraumatismo no caso das agressões ao irmão da garotinha.
Os nomes dos irmãos e da mãe e do padastro estão sendo mantidos em sigilo pelo reportagem para não expor ainda mais o menino, que tem 5 anos.
Mãe e padrasto de menina de 3 anos que chegou morta em PA prestam depoimento
De acordo com a delegada Luiza Santos Sousa, responsável pelos dois casos, o inquérito foi concluído na quarta-feira e já foi remetido ao Judiciário. Segundo as investigações, a mãe e o padrasto também agrediam o menino, que chegou a ir para a escola com hematomas pelo corpo.
O casal, que já havia sido indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela morte da menina, também vai responder por lesão corporal e maus-tratos ao irmão dela.
– Com isso, o trabalho da polícia terminou. Investigamos os dois casos e obtivemos indícios de que o menino também sofria agressões dentro de casa. Agora, o Poder Judiciário vai seguir com os devidos encaminhamentos do caso – afirmou a delegada.
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No dia 6 de junho deste ano, a escola onde ele estuda, a Marista Santa Marta, enviou relatório ao Conselho Tutelar referindo a situação de negligência em relação às duas crianças. Segundo a instituição, o relatório não pode ser divulgado, mas, a partir do documento, uma conselheira tutelar passou a acompanhar o caso do menino por meio de visitas e telefonemas.

O CASO
De acordo com a Brigada Militar, a menina deu entrada no Pronto-Atendimento (PA) do bairro Patronato, levada pela mãe e pelo padrasto, já sem os sinais vitais, no dia 11 de julho. Como ela chegou sem vida e apresentava diversas marcas de hematomas e escoriações pelo corpo e pelo rosto, o médico que atendeu a criança chamou a Brigada.
À guarnição, os responsáveis pela criança disseram que ela havia caído no domingo em meio a materiais de construção que estão no terreno da casa. O homem informou aos policiais que a mãe não achou necessário levar a criança ao médico no domingo porque teria dado um medicamento para aliviar os machucados. Segundo informações extra-oficiais do padrasto à BM, por volta da 1h, a mãe da menina foi até o quarto onde a criança dormia e constatou que ela espumava pela boca. Depois disso, mãe e padrasto resolveram buscar atendimento médico.
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A Polícia Civil foi acionada e esteve na casa onde a menina morava, no bairro Nova Santa Marta, em busca de indícios de possíveis sinais de violência. No local, testemunhas disseram que as agressões do padrasto e da mãe à criança eram recorrentes. Os dois foram presos em flagrante e permanecem recolhidos.
Dias depois do crime, a mãe da menina disse, em depoimento, que foi o padrasto quem havia agredido a criança. A Polícia Civil ouviu o irmão da garotinha, que relatou que também apanhava da mãe e do padrasto.