Pelo menos nove cidades da região já deixaram de aplicar 2ª dose por falta de vacina

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Pelo menos nove cidades da região já deixaram de aplicar 2ª dose por falta de vacina
Foto: Pedro Piegas (Diário)

Matéria atualizada em 23 de abril de 2021, às 19h34min

As duas vacinas utilizadas no Brasil na imunização contra a Covid-19 até o momento (CoronaVac e Oxford) necessitam de duas doses. Quando a primeira é aplicada, a segunda já deve ser garantida. Porém, problemas no envio têm atrasado a dose de reforço. Pelo menos oito municípios da região já registraram a situação. O Rio Grande do Sul cobrou agilidade no envio de imunizantes ao Ministério da Saúde.

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SÃO GABRIELA segunda dose de idosos a partir de 60 anos foi suspensa na última segunda-feira. As vacinas eram aplicadas em quem já tinha tomado a primeira dose em 19 de março e acabaram durante a ação de imunização.

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SÃO PEDRO DO SULA prefeitura previa vacinar com o reforço idosos de 70 e 71 anos neste sábado. A ação segue mantida, mas somente em parte. Segundo a responsável pelo setor de imunizações, Juliana Reolon, a cidade recebeu apenas 100 doses, número inferior à primeira ação. Quem não receber a dose nesta ação, de acordo com a prefeitura, vai ter a imunização completa na próxima ação para a faixa etária.

CAÇAPAVA DO SULSão esperados cerca de 3 mil pessoas para tomar segundas doses nos próximos dias, mas somente 1.400 foram entregues ao município. Na manhã desta sexta-feira, a vacinação foi interrompida na Policlínica Municipal. A orientação do município para quem deixou de receber o reforço na sexta é ir até o local na segunda-feira, já que o novo lote deve chegar.

– Chegou apenas 50% do quantitativo que a gente deveria aplicar das segundas doses. Não ficamos com a dose armazenada no município. O que chega já vem determinado na própria nota. A pessoa que faz a primeira dose, não fica nominalmente com a segunda. Nós trabalhamos com o que chega. O problema é que não está chegando. O Ministério da Saúde não está enviando em quantidade que deveria  – explica a responsável pelo setor de epidemiologia, Sandra Bairros.

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AGUDOÉ prevista uma ação de vacinação para o próximo sábado. O público será restrito a idosos de 70 até 72 anos. A prefeitura explica que, assim como nos outros casos, o problema se deve a atrasos da remessa de CoronaVac. A explicação anunciada pelo município é a suspensão temporária da produção do Instituto Butantan.

SÃO FRANCISCO DE ASSISFoi suspensa a segunda dose prevista para a próxima segunda-feira, que seria destinada a idosos que receberam a primeira dose da CoronaVac há um mês. Quando novos imunizantes chegarem, a prefeitura espera retomar as aplicações 

FORMIGUEIRONesta sexta-feira, o município aplicou a segunda dose em idosos que receberam a primeira dose em 25 de março. Entretanto, na quinta, a prefeitura já anunciava que nem todos teriam o complemento nesta ação.

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JAGUARIA prefeitura atribuiu a falta de doses para segunda aplicação à falta de matéria prima para a produção do Butantan. O município não informa quantas pessoas podem receber a segunda dose, mas diz dispor apenas 120 vacinas para este fim. A orientação para os idosos que não forem contemplados é observar a nova data que será anunciada assim que mais remessas chegarem.

DONA FRANCISCAO município suspendeu a aplicação de doses de reforço por falta de vacinas. A Secretaria Municipal de Saúde aguarda mais doses e orienta que a população aguarde o anúncio de novas datas.

SANTA MARGARIDA DO SULO município relatou que 30 pessoas que receberiam a segunda dose em 22 de abril não puderam ter a imunização completa. Segundo a prefeitura, não foi recebido o número correto de doses para essa aplicação. Contudo, o Executivo afirma que parte dessas doses chegarão no final de semana. O novo lote destina 25 segundas doses da CoronaVac e 40 primeiras doses de Oxford para idosos de 61 e 62 anos da cidade.

COBRANÇAA Secretaria Estadual da Saúde (SES) e o Conselho das Secretarias Municipais da Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) cobraram do Ministério da Saúde mais agilidade no envio de vacinas da CoronaVac para cobrir a segunda dose. A argumentação do ofício é que são cerca de 300 mil gaúchos que já fecharam ou vão fechar os 28 dias mínimos entre as doses, previstos na bula da vacina.

Conforme o Piratini, essas pessoas tomaram a primeira dose entre 20 e 26 de março. A secretaria Arita Bergamnn afirma que o problema não é exclusivo do Rio Grande do Sul, mas entende ser necessário cobrar do governo federal o envio mais célere de doses.

– Esperamos que o Butantan consiga recuperar o tempo perdido sem o IFA [insumo farmacêutico ativo] e recomece a produção em escala para fazer novas entregas o mais rapidamente possível – disse.

A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos, disse que não há nenhuma evidência de que a ampliação do prazo para a aplicação da segunda dose prejudique o esquema vacinal, porém, é importante que se tome o quanto antes. O vice-presidente do Cosems, Naasom Luciano, reitera que as doses que chegaram na quinta-feira ao Estado ainda são insuficientes para a demanda.

– O Ministério da Saúde vinha apontando um calendário regular de entrega que não está mais sendo cumprido. Essa remessa que chega é insignificante para atender toda a demanda que precisamos. Fora o fato de que no início os frascos rendiam mais doses – Luciano, que é titular da saúde em Novo.

ORIENTAÇÃODe acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o ideal é que o vacinado com a primeira dose complete o esquema vacinal em vez de iniciá-lo novamente. O prazo indicado em cada bula contudo, visa a melhor eficiência da imunização. Para a CoronaVac, o Butantan indica o intervalo de 14 a 28 dias. No caso de Oxford, o tempo deve ser de um a três meses.

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