Foto: Reprodução / Freepik
O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Rio Grande do Sul (Sindisprev-RS) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma nota para esclarecer informações sobre o regime de trabalho dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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De acordo com a entidade, não procede a informação de que cerca de 70% dos funcionários do instituto atuam em regime remoto. Dados oficiais do próprio INSS indicam que o percentual médio de servidores em teletrabalho é de aproximadamente 40%, número considerado significativamente inferior ao que vinha sendo divulgado.
A informação havia sido dada pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT) na última segunda-feira (26) e, posteriormente, confirmada pelo presidente do sindicato, Daniel Emmanuel, em entrevista concedida na terça-feira (27) ao Diário.
“A distorção desses dados contribui para desinformar a sociedade”
Na avaliação do Sindisprev-RS, a divulgação de percentuais imprecisos passa a impressão de que os trabalhadores do INSS são responsáveis pelos problemas, como a fila de 3 milhões de segurados aguardando por aposentadorias e outros benefícios.
– A distorção desses dados contribui para desinformar a sociedade e reforçar uma narrativa que tenta transferir aos servidores a responsabilidade por problemas que são estruturais, históricos e amplamente documentados – afirma o sindicato, em nota.
A entidade sustenta que as dificuldades enfrentadas pelo INSS estão relacionadas a fatores estruturais, como déficit de pessoal, limitações tecnológicas e falta de investimentos ao longo dos anos, e não ao regime de trabalho adotado pelos servidores.
Confira a nota completa:
"Esclarecemos que não corresponde à realidade a afirmação de que cerca de “70% dos funcionários do instituto seguem trabalhando remotamente”. Dados oficiais do próprio INSS indicam que o percentual médio de servidores em teletrabalho gira em torno de 40%, número muito distante do apresentado pelo deputado. A distorção desses dados contribui para desinformar a sociedade e reforçar uma narrativa que tenta transferir aos servidores a responsabilidade por problemas que são estruturais, históricos e amplamente documentados."
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