PMs envolvidos na morte de cabeleireiro cumprirão expediente administrativo até a conclusão do inquérito policial

PMs envolvidos na morte de cabeleireiro cumprirão expediente administrativo até a conclusão do inquérito policial

Foto: Mateus Rossato (Diário)

Dois policiais militares atenderam ocorrência de homem em surto na manhã de terça-feira na Rua Luiz Stoever, no Bairro Tancredo Neves. Cabeleireiro teria avançado contra agentes, e acabou morto a tiros

A Brigada Militar informou que os dois policiais militares que atenderam a ocorrência que resultou na morte do cabeleireiro Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, no começo da manhã desta terça-feira (13), em Santa Maria, não atuarão mais nas ruas, mas não foram afastados das funções. Conforme a corporação, os PMs passam a cumprir expediente administrativo até a conclusão das avaliações internas.

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De acordo com a Brigada Militar, a medida segue protocolo padrão adotado em todas as ocorrências envolvendo eventos traumáticos. Os policiais são encaminhados para avaliação pelo setor biopsicossocial, responsável por analisar as condições emocionais e psicológicas dos servidores após situações de alto estresse.

Ainda segundo a corporação, as armas utilizadas na ocorrência foram recolhidas, conforme prevê o procedimento interno. A Brigada Militar reforça que o cumprimento de expediente administrativo não caracteriza afastamento, mas faz parte das rotinas adotadas após esse tipo de ocorrência.

O caso ocorreu na Rua Luiz Stoever, no Bairro Tancredo Neves, onde Paulo José Chaves dos Santos foi morto a tiros durante o atendimento policial. Ele estaria em surto e teria avançado contra os dois PMs com um martelo e uma faca. Um dos policiais atirou pelo menos três vezes contra o profissional, que morreu no local.

A Brigada Militar já instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do caso. A Polícia Civil também abriu inquérito policial que fica sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP). O delegado Adriano de Rossi deve ouvir os familiares nos próximos dias  para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Santos.

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